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IBGE: Serviços e investimentos na construção civil caem 16,5% em 2015

O setor da construção encolheu 16,5% em 2015, na comparação com um ano antes, de acordo com a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A atividade realizou incorporações, obras e serviços que somaram R$ 354,4 bilhões em termos reais. No ano anterior, esse valor havia correspondido a R$ 395,1 bilhões.


O tombo do setor da construção reflete a queda na demanda interna, de 3,9% em relação a 2014, o aumento da taxa de juros e o menor volume de crédito ao setor, de acordo com análise do IBGE. O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 3,8% em 2015, a maior retração da atual série histórica iniciada em 1996.


O estudo levanta anualmente informações econômicas e financeiras sobre o segmento empresarial da construção em todo o país, com base em dados do Cadastro Geral de Empresas (Cempre).


A construção de edifícios se manteve como o setor que mais contribuiu, com R$ 165,7 bilhões, para o valor corrente das incorporações, obras e serviços, com participação de 46,7% do total em 2015. Obras de infraestrutura (R$ 119,9 bilhões) foram o segundo segmento em termos de participação, com 33,9% em 2015. O setor de serviços especializados para construção (R$ 68,7 bilhões) apresentou ganho de participação, passando de 17,9% em 2014 para 19,4% um ano depois.


Em 2015, havia 131,5 mil empresas atividades nesse setor da economia brasileira, que empregavam 2,4 milhões de pessoas, segundo o IBGE. O contingente é 17% menor que no ano anterior, quando 2,9 milhões de pessoas trabalhavam na área. "O ano foi marcado pela retração acelerada no mercado de trabalho desse setor", disse o instituto.


Segundo a pesquisa, os gastos de pessoal corresponderam, em 2015, a 33,3% do total de custos e despesas das empresas de construção no país. Em 2014, essa participação era um pouco menor, de 32,8%. O IBGE também mostrou que o salário médio mensal recuou 1,4% em termos reais, indo de R$ 1.970,05 em 2014 para R$ 1.943,43 no ano seguinte.


Em relação ao valor adicionado, a maior queda em 2015, na comparação com 2014, ocorreu nas obras de infraestrutura, que recuou 19,8%. Em geral, o valor adicionado da atividade de construção caiu 7,8% no período. Houve recuo ainda em construção de edifícios (-0,3%) e serviços especializados para construção (-2,7%).

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