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Juro futuro longo sobe novamente, afetado por incerteza sobre reformas

Os juros futuros de prazos mais longos voltaram a subir nesta quarta-feira, mesmo depois das firmes altas da véspera. O movimento reflete um mercado que demanda mais prêmio de risco por enxergar chances de sobressaltos adicionais no caminho para aprovação das reformas econômicas.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2025 ia a 10,790% ao ano, contra 10,740% do ajuste de ontem. O DI janeiro/2023 subia a 10,590%, frente a 10,560% do ajuste da véspera.Já o DI janeiro/2021 perdeu fôlego no fim da tarde e ficou estável em 10,140%.


A diferença entre os DIs janeiro/2023 e janeiro/2019 chegou ao fim da tarde em 1,57 ponto percentual, maior patamar em quase duas semanas. Quanto maior essa diferença, maior o "juro extra" que o mercado demanda para aplicar em taxas mais longas.


As incertezas sofreram uma escalada ontem, quando a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal rejeitou relatório da reforma trabalhista. Embora não tenha alterado o cenário-base de boa parte dos investidores - que contempla aprovação da proposta -, o resultado evidencia dificuldades do governo dentro da própria base, mesmo para uma matéria considerada mais simples.


O receio é que o governo possa esbarrar em empecilhos maiores nas negociações para a reforma da Previdência, mais sujeita a recuos de integrantes da base.


No caso da reforma trabalhista, o governo precisa de maioria simples no Senado para aprovar o projeto."Se a reforma trabalhista for aprovada por maioria simples, então os preços vão mudar de patamar, porque seria um péssimo sinal para a reforma da Previdência", diz o gestor de renda fixa de uma instituição em São Paulo.


Se os juros longos subiram, as taxas curtas conseguiram mostrar alguma queda, influenciadas pelas expectativas de que o Banco Central reitere no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) a avaliação de que há espaço para continuidade do processo de afrouxamento monetário. Essa perspectiva é baseada em declarações recentestanto do presidente do BC, Ilan Goldfajn, quanto do diretor de Assuntos Internacionais, Tiago Berriel. O RTI será divulgado nesta quinta-feira às 8h.


O DI janeiro/2019 caía a 9,020% (9,070% no último ajuste). E o DI janeiro/2018 recuava também a 9,020% (9,070% no ajuste anterior).

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