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Ibovespa avança e dólar ensaia queda com pressão do exterior

A bolsa de valores brasileira sustenta uma discreta alta nesta quinta-feira, apoiada principalmente em novidades corporativas que agradaram os investidores. O Ibovespa tinha valorização de 0,78%, aos 61.233 pontos, às 13h21.


A Cemig, empresa de energia elétrica controlada pelo governo de Minas Gerais, liderava os ganhos após anunciar que está dando início ao processo de venda da sua participação na Light após a autorização do seu conselho de administração. Cemig PN ganhava 10,36%.


Em segundo no ranking das maiores elevações do Ibovespa estava a Eletrobras. O presidente da estatal, Wilson Ferreira Junior, disse ontem em evento que a empresa pode cortar até metade do seu pessoal, dando continuidade ao seu plano de reestruturação operacional, e que espera conseguir o selo de governança da B3 (antiga BM&FBovespa) até o final do ano. Eletrobras ON tinha alta de 8,52% e PNB aumentava 5,32%.


A Braskem era mais um dos destaques do pregão, avançando 2,13%, depois de informar que retomou os seus planos de expansão e vai investir US$ 675 milhões (cerca de R$ 2,248 bilhões pelo câmbio de hoje) em uma nova fábrica de polipropileno nos Estados Unidos.


Perspectivas favoráveis para a inflação e as taxas de juros também ajudam a animar um pouco os investidores.


No seu Relatório Trimestral de Inflação (RTI), publicado antes da abertura do mercado, o Banco Central (BC) reduziu as estimativas para o aumento de preços no Brasil e deu indicações, segundo a leitura de alguns especialistas, de que a Selic pode cair para baixo de 8,5% ao fim do atual ciclo de afrouxamento monetário. Embora ainda haja dúvida sobre a magnitude do corte na próxima reunião do seu Comitê de Política Monetária (Copom), se de 1 ponto ou 0,75 ponto percentual, a expectativa de que os custos do crédito continuem baixando, apesar das turbulências de curto prazo, favorece as empresas que dependem da demanda interna.


Acompanhando a alta do petróleo, a Petrobras avançava - o papel PN aumentava 2,84% e o ON tinha elevação de 1,33%.


Câmbio


O dólar ensaiava queda no início da tarde desta quinta-feira e retomava o sinal dos primeiros negócios do dia. Com isso, o câmbio doméstico brasileiro volta a ficar mais alinhado à valorização de divisas emergentes, enquanto o petróleo operava em alta. Durante grande parte da manhã, entretanto, a moeda americana subiu no Brasil na contramão dos pares, em meio ao ambiente de incerteza na política.


Entre os pontos de atenção na cena política, há receio de atraso adicional na condução da reforma da Previdência e uma desidratação maior da proposta.


Por volta das 13h30, o dólar comercial operava em baixa de 0,17%, a R$ 3,3258, tendo oscilado entre a máxima de R$ 3,3488 e R$ 3,3221.


O contrato futuro para julho, por sua vez, caía 0,22%, a R$ 3,3360.


Juros


O mercado de renda fixa se ajusta nesta quinta-feira às percepções deixadas pelo RTI. As taxas dos contratos intermediários tinham queda moderada, num movimento pouco mais acentuado que as de curtíssimo prazo. A leitura entre boa parte dos agentes financeiros é de que o BC reforçou a possibilidade de a taxa Selic cair até 8,5%, ou até pouco abaixo disso, no fim do atual ciclo de flexibilização monetária.


Perto de 13h30, o DI janeiro/2019 recuava a 8,980%, ante 9,020% no ajuste anterior, sendo o ativo mais líquido até o momento. Já o DI janeiro/2018 recua a 8,975%, ante 9,015% na mesma base de comparação. Ao longo da manhã, a diferença entre as duas taxas voltou a ficar negativa, sinalizando a menor percepção de risco em relação a um possível aperto monetário.


O ambiente doméstico ainda traz cautela para os investidores e comenta-se nas mesas de operação que houve fluxo de saída de estrangeiros.


O, DI janeiro/2021 marcava 10,150%, ante 10,140% no ajuste anterior. Entre vencimentos mais longos, o DI janeiro/2023 subia a 10,620%, ante 10,590%, e o DI janeiro/2025 ganhava a 10,850%, de 10,810% na mesma base de comparação.

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