Dólar sobe e real tem terceiro pior desempenho entre divisas globais

O dólar terminou a sexta-feira em ligeira alta frente ao real, mas de novo suficiente para levar a moeda ao maior patamar desde a eclosão da mais recente crise política brasileira.


O dólar comercial subiu 0,09%, a R$ 3,3384, nova máxima desde 18 de maio.


O real teve nesta sexta o terceiro pior desempenho numa lista de 33 divisas globais, mais uma vez ficando para trás em relação a seus principais pares emergentes.


Na semana (-1,49%) e no mês (-3,06%), a taxa de câmbio também ocupa o posto de terceira performance mais fraca. O real forma com o rublo russo e o peso colombiano a tríade de moedas mais depreciadas em ambos os períodos, mesmo com sensibilidade às variações dos preços do petróleo muito inferior à dessas duas divisas.


No acumulado de 2017, a queda de 2,63% garante ao real o título de moeda mais desvalorizada entre as principais.


O real já vinha em trajetória mais frágil desde meados de maio, mas nesta semana teve gatilho adicional para aprofundar suas perdas. Na terça-feira, a CAS do Senado Federal rejeitou relatório da reforma trabalhista. O resultado da votação foi inesperado pelo governo e despertou renovados temores sobre a capacidade do Planalto de avançar com a agenda de reformas.


No mercado, os comentários foram de surpresa com a derrota por se tratar de matéria considerada mais simples. Isso elevou as preocupações em torno das negociações para a reforma da Previdência, que exige mais poder de fogo do governo.

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