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Confiança da indústria registra menor nível desde fevereiro, nota FGV

Puxada pela piora da situação atual e, principalmente, das expectativas, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas (FGV) caiu 2,8 pontos na passagem de maio para junho, para 89,5 pontos, menor nível desde fevereiro, quando ficou em 87,8 pontos. Houve piora nos indicadores de perspectiva de emprego e do nível atual de estoques.


Na comparação com junho de 2016, o índice de confiança do setor teve alta, de 7,4 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, a FGV apontou baixa de 0,4 ponto, para 91 pontos, a primeira queda do ano.


"Após alcançar, no mês passado, o maior patamar desde o início da recessão, em 2014, a confiança da indústria voltou a ceder em junho. As expectativas, que têm sido protagonistas na dinâmica da confiança, foram atingidas com o aumento da incerteza após a deflagração da nova crise política, em maio. A sondagem sinaliza, ainda, a interrupção do processo de ajuste dos estoques industriais e a favorável contribuição do mercado externo para o desempenho do setor nos últimos meses", afirma Tabi Thuler Santos, coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV-Ibre.


A queda da confiança espalhou-se por 13 dos 19 segmentos industriais e afetou tanto as expectativas quanto as percepções sobre a situação atual. O Índice de Expectativas (IE) cedeu 3,6 pontos, para 92,1 pontos, e o Índice da Situação Atual (ISA) diminuiu 2 pontos, para 87 pontos.


A principal influência para a queda das expectativas em junho veio das perspectivas com o total de pessoal ocupado nos três meses seguintes. O indicador recuou 7 pontos, para 85,6 pontos, o menor desde dezembro de 2016 (81,8). Houve queda da proporção de empresas prevendo aumento do número de pessoal ocupado, de 13,9% para 9,3% do total, e elevação das que preveem redução no quadro de pessoal, de 16,1% para 20,9% do total.


A piora das avaliações sobre o nível de estoques exerceu a maior contribuição negativa para a queda do ISA no mês. Houve aumento da parcela de empresas que avaliam o nível de estoques como excessivo, de 12,2% para 12,7% do total, e redução da parcela dos que o consideram insuficiente, de 5,2% para 4,6% do total.


A indústria também está mais ociosa. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) cedeu 0,5 ponto percentual entre maio e junho, para 74,2%, o menor desde dezembro de 2016, quando havia sido registrado o mínimo histórico da série iniciada em 2001.


A sondagem de junho colheu informações de 1.147 empresas entre os dias 1 e 23 deste mês.

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