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Ibovespa sobe 4,44% no semestre mesmo com tensão política

Apesar de toda a incerteza política que assolou a bolsa de valores desde a metade de maio, o Ibovespa encerrou o primeiro semestre do ano com valorização de 4,44%. Boa parte dessa alta foi obtida nesta semana quando o principal índice da bolsa subiu 2,97%. Os investidores ganharam fôlego após a aprovação da reforma trabalhista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.


A percepção dos investidores é de que se o governo conseguir aprovar essa reforma, a tramitação da reforma da Previdência pode se tornar mais fácil. A CCJ do Senado aprovou, por votação simbólica, requerimento de urgência para a tramitação da reforma trabalhista no plenário. Se aprovado o requerimento, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), poderá colocar a matéria em votação após duas sessões.


Hoje, o Ibovespa encerrou o pregão com alta de 1,06% aos 62.900 pontos. O giro do Ibovespa ficou em R$ 6,1 bilhões e foi inflado no final do pregão com o ajuste de carteira dos fundos de investimento para melhorar a rentabilidade no final do mês. O fato de as manifestações de sindicatos previstas para hoje - e contrárias às reformas estruturais - terem registrado até agora baixa adesão trouxe alívio aos investidores.


Os destaques do dia foram as ações do sistema financeiro e das siderúrgicas. Entre os papéis dos bancos, a maior alta ficou com o papel preferencial do Bradesco, com ganho de 1,81%. Na área de siderurgia, a ação que mais subiu foi a da CSN, com ganho de 4,51%. As ações PNA da Vale subiram 0,11% e os papéis ordinários tiveram alta de 0,35%. O preço do minério de ferro fechou em alta de 0,4% a US$ 64,95 a tonelada, em Qingdao, na China.


As ações da Petrobras fecharam em alta, impulsionadas pela valorização de mais de 1% do petróleo no mercado internacional. Os papéis preferenciais subiram 1,56% e as ações ordinárias ganharam 1,46%. A maior queda do dia estava com a ação da Fibria, que recuava 1,25%, devolvendo parte dos ganhos do dia anterior.

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