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Ibovespa sobe com ajuda de commodities. dólar oscila

A bolsa de valores brasileira firmou-se em teritório positivo nesta sexta-feira, embalada pelos ganhos das commodities no mercado internacional e boas notícas corporativas.


As siderúrgicas estão entre as maiores altas do Índice Bovespa, repercutindo a continuidade da recuperação dos preços do minério de ferro.


A Sabesp, concessionária de água e esgoto de São Paulo, também se destaca depois de o seu presidente, Jerson Kelman, anunciar que a companhia apresentará ao regulador estadual a proposta de uma nova estrutura tarifária que tem como objetivo sanar distorções do modelo atual.


O Ibovespa, principal índice acionário local, subia 0,96%, para 62.828 pontos, às 13h40. A CSN disparava 3,06%, para R$ 7,08, e Metalúrgica Gerdau ganhava 1,42%, a R$ 5,00. O minério de ferro fechou com elevação de 0,40%, vendido a US$ 64,95 a tonelada, na China.


Nesse mesmo horário, a Sabesp avançava 2,53%, a R$ 31,59.


A ação preferencial da Petrobras avançava 0,99%, a R$ 12,30, e a ordinária ganhava 1,54%, a R$ 13,21, enquanto o petróleo tipo Brent subia 0,86%, para US$ 48,04 o barril com entrega em setembro, na bolsa de Londres. A estatal anunciou hoje cedo que sua diretoria aprovou uma revisão na política de preços praticada pela empresa, de forma que os ajustes nos combustíveis possam ser mais frequentes - antes, a periodicidade para as revisões dos valores era mensal.


A queda no número de desempregados no país ajuda a melhorar um pouco as perspectivas para as empresas que dependem da demanda interna. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população desocupada ficou 2% menor entre abril e maio, o que isgnifica a saída de 277 mil pessoas da fila do desemprego.


A Localiza tem o melhor desempenho nesse setor, ganhando 2,37%, aos R$ 45,30.


Dólar


A queda do dólar observada mais cedo perdeu força no começo da tarde e, assim, a moeda americana passou a operar ao redor do nível do fechamento de ontem. De todo modo, o real segue mostrando um desempenho levemente melhor do que alguns de seus pares hoje, num dia carregado de fatores técnicos que influenciam o movimento dos negócios.


Às 13h40, o dólar subia 0,02% para R$ 3,3075. Ao longo da sessão, tocou a mínima de R$ 3,2863 e máxima de R$ 3,3150.


Segundo profissionais, após acumular uma performance pior do que seus pares nas últimas semanas, hoje o real oscila ao sabor de elementos técnicos: hoje, último dia do mês e do semestre, a formação da Ptax para vencimento do mercado futuro e também para os balanços de fim de período.


Além disso, o mercado segue aguardando os sinais que o BC vai dar sobre a rolagem dos US$ 6,181 bilhões em swaps cambiais tradicionais que expiram em agosto. Ontem, o BC concluiu a rolagem integral dos US$ 6,939 bilhões em swaps com vencimento em julho.


Hoje, as declarações do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, foram acompanhadas, mas não geraram reações. Ele repetiu seu discurso de defesa das reformas como forma de garantir a sustentabilidade da desinflação. Disse que a queda recente da inflação abriu espaço para a queda dos juros que já se viu e que prosseguirá - e mencionou o juro real de 4,5%, que é mais alto que o padrão internacional, mas abaixo do padrão histórico do Brasil. E reiterou que a queda da meta de inflação é uma mudança estrutural - que não altera a política de curto prazo -, e que permite que o país almeje juros mais baixos.


Enquanto monitoram as declarações de Ilan, os mercados oscilam mais influenciados pelo encerramento do trimestre, que justifica ajustes de posições.


Juros


O clima mais positivo que se vê no exterior hoje abriu espaço para que os juros futuros devolvessem parte do prêmio de risco embutido nos contratos ontem. E, assim, o mercado deu sequência à reação à definição da meta de inflação de 2019 e de 2020, interrompida ontem pela piora do humor internacional e por dados fiscais considerados negativos.


ODI janeiro/2021 era negociado a 10,11%, ante 10,18% ontem. DI janeiro/2019 tinha taxa de 8,95%, de 8,99% ontem.

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