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Dólar cai, mas se afasta das mínimas com prisão de Geddel

O dólar começou o segundo semestre do ano em queda, o que fez o real ocupar a vice-liderança entre altas nos mercados globais de câmbio, atrás apenas do peso chileno. Segundo operadores, houve um ajuste de carteiras de começo de semestre, após a primeira metade do ano ter terminado com baixas posições de risco.


Cenários estruturais, porém, seguem carentes de previsibilidade, o que deve manter o real em patamares mais depreciados quando comparados aos vistos até 17 de maio, data em que o governo foi empurrado a uma nova crise política.


O dólar comercial fechou esta segunda-feira em queda de 0,33%, a R$ 3,3037. O dólar para agosto cedia 0,11%, a R$ 3,3240.


No segmento interbancário, a moeda saiu das mínimas e ganhou força após a notícia de que o ex-ministro Geddel Vieira Lima fora preso pela Polícia Federal. No governo, Geddel era um dos homens mais próximos do presidente Michel Temer. A prisão do ex-ministro, filiado ao PMDB, é vista como mais um fator de risco, por intensificar receios de novas denúncias contra Temer, cenário que tornaria o debate em torno das reformas econômicas ainda mais turvo.


O Morgan Stanley começa o segundo semestre estendendo sua recomendação "neutra" para o real. O banco diz que os riscos políticos continuam "grandes", com temores agora em torno da coordenação política. "Isso é um sinal preocupante para a reforma da Previdência", diz o banco em nota.

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