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Ibovespa e dólar oscilam pouco com feriado nos EUA e tensões políticas

A bolsa de valores brasileira oscila perto da estabilidade no final da manhã desta terça-feira de baixo volume de transações devido ao feriado nos Estados Unidos.


As siderúrgicas estão entre as maiores quedas do pregão depois de o minério de ferro registrar a segunda queda consecutiva.


O Ibovespa, principal índice de ações local, recuava 0,07%, para 63.236 pontos, às 13h30. O volume de negócios era de R$ 699,425 milhões, projetando um total de R$ 1,517 bilhão para o fim do pregão - o que seria cerca de um quarto da média diária neste ano. Hoje os EUA comemoram o Dia da Independência - mais da metade das operações na Bovespa são feitas por estrangeiros.


A Usiminas e a Gerdau exibem as piores baixas do índice. O minério de ferro recuou 1,65% na China, para US$ 63,23 a tonelada, depois de ter caído 1% na segunda-feira. A ação preferencial da Usiminas há pouco recuava 1,28%, para R$ 4,64, enquanto a CSN perdia 1,92%, a R$ 7,15. A ação PNA da Vale perdia 0,15%, a R$ 27,37, enquanto a ON recuava 0,51%, a R$ 29,50.


Os investidores também avaliam as possíveis consequências do último capítulo da crise política local.


Ontem, a Polícia Federal prendeu Geddel Vieira Lima, ex-ministro da Secretaria de Governo e amigo do presidente Michel Temer, acusado de tentar atrapalhar investigações no âmbito da Operação Lava-Jato. A bolsa teme que o recrudescimento das tensões que cercam o governo possa atrasar e atrapalhar ainda mais o andamento das reformas estruturais que são vistas como essenciais para garantir a recuperação da economia e o crescimento sustentável do país no futuro.


Dólar


O dólar opera sem direção clara e segue próximo do nível de R$ 3,30. O volume de negócios no mercado é reduzido por causa do feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos. A baixa liquidez e a ausência da referência dos ativos americanos são somados à cautela com o ambiente político no Brasil, inibindo operações mais ousadas por aqui.


A prisão de Geddel aumenta o receio dos agentes financeiros a respeito da governabilidade de Temer. O receio é de que a ofensiva da Polícia Federal contra um político próximo de Temer desencoraje deputados a barrar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Temer.


Por ora, entretanto, ouve-se dos profissionais de mercado que o momento é de cautela, no aguardo de novidades mais concretas sobre o cenário. A leitura, neste momento, é de que Temer ainda pode conseguir os votos necessários para impedir a evolução da denúncia da PGR.


O nome do relator da denúncia contra o presidente deve ser divulgado no fim da tarde desta terça-feira, após a reunião da CCJ, que começa às 14h30. Na semana que vem, a Câmara deve votar a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Temer por corrupção passiva com base na delação da JBS.


Já a reforma trabalhista só deve ser avaliada no plenário do Senado na semana que vem. Hoje, o plenário deve votar apenas um requerimento de urgência para a matéria. Anteriormente, a previsão era de que a reforma fosse apreciada na quinta-feira, de modo a evitar que a votação ocorresse em um período que possível turbulência no Congresso.


Até o começo da tarde, o dólar comercial operava dentro de um estreito intervalo, marcado pela mínima de R$ 3,2986 e máxima de R$ 3,3106. às 13h30, a cotação era de R$ 3,3036, a mesma do fechamento de ontem.


Juros


Os juros futuros operam em viés de alta. As variações são modestas em meio à baixa liquidez nos mercados internacionais por causa do feriado nos Estados Unidos. Ainda assim, o avanço é um pouco mais claro em vértices mais longos, com algum aumento da percepção de risco, em meio às incertezas que rondam a cena política. Já nas taxas mais curtas, segue a indicação no mercado de que há espaço para corte da taxa básica de juros.


O DI janeiro/2021 sobe a 10,000%, ante 9,980% no ajuste anterior. A percepção de risco, medida pela diferença entre o DI janeiro/2021 e o DI janeiro/2019, tem ligeira alta a 1,200 ponto, ante 1,180 ponto no fechamento de ontem.


O DI janeiro/2019 também marca 8,800%, ante 8,810% no último ajuste, e o DI janeiro/2018 opera a 8,840%, mesmo valor do ajuste anterior. A diferença entre as duas taxas se mantém negativa, em 0,40 ponto, dando sequência ao sinal visto nas últimas quatro sessões, indicando o risco mais baixo de um aperto monetário em breve.

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