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Dólar opera em alta e passa de R$ 3,31; cena política segue no foco

O dólar avança no início dos negócios desta quarta-feira, ao nível de R$ 3,31. O movimento é amparado pelo ambiente externo desfavorável aos emergentes, com o petróleo operando em firme queda e a moeda americana subindo de maneira quase generalizada. Os agentes financeiros no Brasil repercutem nesta manhã as novidades na cena política, principalmente o andamento do processo de denúncia contra o presidente Michel Temer e a agenda reformista do governo.


Às 9h34, o dólar comercial tinha alta de 0,21%, saindo a R$ 3,3153.


O contrato futuro para agosto, por sua vez, marca R$ 3,3310, elevação de 0,08%.


A alta moderada do dólar no Brasil fica aquém da variação observada entre os pares emergentes. O rand sul-africano, a lira turca, o rublo russo e o peso mexicano registram nessa manhã os piores desempenhos numa lista de 33 divisas globais, enquanto o real encontra-se no meio da tabela.


No exterior, os investidores aguardam a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano) enquanto o petróleo cai com ceticismo sobre o acordo entre produtores para limitar a oferta.


De volta à cena brasileira, o Senado aprovou ontem, com 46 votos a 19, requerimento de urgência para a tramitação da reforma trabalhista. Em tese, a medida já poderia ser votada amanhã no plenário do Senado. Entretanto, o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR) afirmou que a votação só deve ocorrer na terça-feira, dia 11.


Como destaca o Valor, se a votação do requerimento de urgência serve como termômetro para aprovação do mérito, o Senado deu um ontem sinal de que a reforma deve passar sem problemas. Isso porque o texto precisa dos votos da maioria dos presentes à sessão para a sanção presidencial, desde que haja um quórum mínimo de 41 senadores. Os 46 votos recebidos ontem, de um total de 81 parlamentares, seriam mais do que suficientes para tanto.


Além disso, foi escolhido o relator da denúncia contra o presidente Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Quem conduzirá o processo no colegiado é o deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ). Como aponta o Valor, apesar de ser filiado ao PMDB, a escolha agradou mais a oposição do que o governo. Zveiter é considerado um perfil independente, que não tem cargos no governo federal.

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