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Produção de veículos aumenta em junho e Anfavea revê projeção

Por conta do melhor desempenho nas exportação, a Anfavea, a associação que representa a indústria automobilística, elevou a projeção de produção para o ano. O novo cálculo indica que em 2017 serão produzidos no Brasil 2,619 milhões de veículos, o que representará um crescimento de 21,5% em relação aos 2,156 milhões de veículos produzidos em 2016.


A previsão anterior indicava um avanço de 11,9%, o que resultaria na produção de 2,413 milhões de unidades.


A produção de veículos em junho somou 212,2 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O resultado representou uma alta de 15,1% na comparação com junho de 2016. O acumulado do semestre somou 1,263 milhão de unidades, um avanço de 23,3% na comparação com o primeiro semestre de 2016.


"Temos dois favores que levam essa produção. Em primeiro lugar, o avanço das exportações", destacou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale. Além disso, segundo Megale, o mercado foi mais atendido por veículos produzidos no país, com queda em unidades importadas.


Segundo Megale, as novas previsões ajudarão a reduzir a capacidade ociosa nas fábricas de veículos de quase 50% para 40%. "Mas estamos ainda longe de ocupar a capacidade total, que é de 5 milhões de veículos", disse Megale.


Vendas


A venda de veículos registrou crescimento positivo em junho, de 13,5%, na comparação com o mesmo mês do ano passado, com um total de 195 mil unidades licenciadas. No acumulado do ano, o emplacamento de 1,019 milhão de unidades representou crescimento de 3,7% em relação ao primeiro semestre. O nível de estoques nas fábricas e revendas permaneceu estável, equivalente a 34 dias de vendas.


Ao contrário do anunciado hoje para produção e exportações, a Anfavea ainda não reviu projeções de vendas internas para o ano. A entidade mantém, por enquanto, a expectativa de crescimento de 4% no mercado brasileiro. Segundo o presidente da Anfavea, Antonio Megale, a entidade ainda não sentiu firmeza para alterar os cálculos. Segundo ele, o crescimento no semestre está ainda abaixo do previsto inicialmente para o ano. Mas tudo indica que a Anfavea em breve anunciará projeção mais alta também nas vendas internas.


O "descolamento" da economia da crise política somada à queda nas taxas de juros e controle da inflação são os fatores, afirma Megale, que levam a expectativas mais otimistas. Segundo ele, as previsões de recuo da taxa Selic tendem a expandir a oferta de crédito no mercado de automóveis.


Já o segmento de caminhões ainda preocupa, com queda de 16,1% no volume acumulado no ano. Mas, apesar do resultado negativo, o ritmo de queda caiu em relação ao início do ano. "Percebe-se em alguns nichos de mercado o descolamento da atividade da crise política", destacou o vice-presidente da Anfavea para a área de caminhões, Luís Carlos de Moraes. "A taxa de juros tende a cair e temos a inflação sob controle. Isso indica a tendência de um resultado melhor no segundo semestre", destacou.


Emprego


Apesar de crescimento na produção, o setor continua a reduzir o nível de emprego e usar ferramentas para afastamento temporário de parte dos funcionários.


Em junho o número de funcionários nas fábricas de veículos recuou 7,6% na comparação com um ano atrás. Em relação ao mês de maio, os empregos recuaram 0,2%.


Além disso, o número de trabalhadores afastados das fábricas ou com jornada reduzida aumentou de 10.327 em maio para 12.542 em junho.


No último mês houve aumento do uso do Programa Seguro-Emprego (PSE), que permite reduzir a jornada em até 30% com pagamento de parte do salário com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

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