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Produção industrial fica estável em junho e tem alta de 0,5% no ano

(Atualizada às 10h18) A produção da indústria brasileira ficou estável na passagem de maio para junho, na série com ajustes sazonais, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).O resultado ocorre após dois meses seguidos de aumento - a produção cresceu 1,3% em abril e 1,2% em maio (dados revisados).


"O reajuste foi fruto do ajuste sazonal da série. É mais a entrada de um dado novo do que retificação", disse André Macedo, gerente da coordenação de Indústria do IBGE, acrescentando que a queda de março, contudo, ficou mais intensa (de -1,6% para -1,9%).


O desempenho foi melhor que a estimativa média de 20 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, que previam baixa de 0,3% em junho. O intervalo das estimativas ia de queda de 0,9% a alta de 0,3%.


Na comparação com o sexto mês de 2016, a produção industrial teve alta de 0,5%. Em maio, neste tipo de confronto, houve elevação de 4,1%. A expectativa média dos consultados pelo Valor Data era de queda de 0,4%.


Com o resultado, a produção da indústria aumentou 0,5% no primeiro semestre deste ano. Nos 12 meses encerrados em junho, porém, houve baixa de 1,9%, mas manteve a tendência de redução do ritmo de queda iniciada em junho de 2016 (-9,7%).


De abril a junho, ante os três meses antecedentes, a indústria apresentou crescimento de 0,9%.


Categorias econômicas


Das grandes categorias econômicas acompanhadas pelo IBGE, bens de capital (0,3%) e bens intermediários (0,1%) assinalaram resultados positivos em junho e marcaram o terceiro mês consecutivo de crescimento na produção.


Bens de consumo duráveis recuaram 6%, a queda mais acentuada em junho de 2017. A categoria eliminou assim parte do avanço de 9,5% acumulado nos meses de abril e maio. O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis cedeu 0,5%, após crescer 0,9% em maio, quando interrompeu três meses consecutivos de recuo na produção e acumulou perda de 3,4%.




Setores


Metade dos 24 ramos analisados tiveram baixa na passagem de maio para junho, sobressaindo veículos automotores, reboques e carrocerias (-3,9%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,2%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,7%).


Nove ramos da indústria ampliaram a produção em junho e as demais tiveram estabilidade. Entre as altas, o desempenho de maior importância foi assinalado por produtos alimentícios (4,5%), segundo resultado positivo consecutivo, acumulando nesse período expansão de 7,8%.


Segundo André Macedo, o aumento da produção de alimentos foi impulsionado, em grande medida, pelo açúcar cristal. "Parte da safra de cana-de-açúcar foi direcionada para o açúcar, em detrimento ao etanol", disse o gerente.


Outros destaques positivos sobre o total nacional vieram de indústrias extrativas (1,3%), de máquinas e equipamentos (2,0%) e de bebidas (1,7%). Vale ressaltar que essas atividades também mostraram taxas positivas em maio, de 0,3%, 2% e 1,3%, respectivamente.

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