Alckmin reconhece que PSDB está 'muito dividido' em relação a Temer

O governador paulista, Geraldo Alckmin, reconheceu nesta quarta-feira a divisão dos deputados federais do PSDB com relação à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer pelo crime de corrupção passiva. Segundo o tucano, a bancada deve se dividir na votação de hoje que decidirá se a Câmara autorizará ou não a abertura de investigação contra o pemedebista pelo Supremo Tribunal Federal (STF).


"O PSDB, como a maioria dos partidos, está muito dividido. Como essa não é uma questão programática, não houve fechamento de questão. Acho que vai ter uma divisão", disse Alckmin após agenda no interior de São Paulo. Cotado para concorrer à Presidência da República na eleição de 2018, o tucano desconversou ao ser questionado sobre como votaria caso fosse deputado federal


"Essa é uma decisão do Parlamento, da Câmara. Eles foram eleitos para isso, tem legitimidade, representatividade e vão decidir com sua consciência", despistou o governador, acrescentando que pelas informações que dispõe, dificilmente a Câmara irá autorizar o Supremo a investigar Temer. Alckmin, no entanto, criticou a necessidade da denúncia ter que passar antes pelo Legislativo.


"Se você quer saber a minha opinião, primeiro, não deveria ter que ser necessário autorização da Câmara. Se o procurador entende que há uma denúncia, encaminha ao Judiciário. O Judiciário aceita ou não, como é para prefeito e governador", declarou o tucano, que também condenou a legislação que determina o afastamento do presidente da República por seis meses em caso de aceitação da denúncia.


"Imagina, que afastou por seis meses e depois chega à conclusão de que a denúncia é inepta. Como repara isso? Isso é do tempo que o presidente pode interferir no Judiciário. Hoje não existe mais essas coisas. Há uma legislação que precisa ser rediscutida", disse.


Alckmin voltou a repetir a tese de que o PSDB deve entregar seus cargos no governo assim que o Congresso aprovar as reformas política e da Previdência, o que ele calcula que pode ocorrer nos próximos dois meses. "Encerrado este período, se depender de mim, não teremos cargo no governo". Hoje, os tucanos ocupam o comando de quatro ministérios na gestão Temer (Direitos Humanos, Relações Exteriores, Secretária de Governo e Cidades).

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