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Ibovespa fecha em alta com expectativa de Temer escapar de denúncia

A possibilidade de que a Câmara dos Deputados rejeite a denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer (PMDB) animou os investidores do mercado de ações no pregão de hoje. A percepção é de que se a denúncia for rejeitada com uma ampla margem de votos favoráveis ao governo, Temer teria mais chances de aprovar as reformas estruturais. A mudança no sistema de Previdência Social é considerada essencial para o ajuste fiscal.


Concluída a votação, a atenção dos investidores deve ser redirecionada para o equilíbrio fiscal. Para o gerente de mesa Bovespa da H.Commor DTVM, Ari Santos, o governo já está estudando alternativas para aumentar as receitas e reduzir os gastos para equacionar o déficit fiscal.


O déficit primário para este ano está estimado em R$ 139 bilhões, mas existe a possibilidade de haja uma revisão e o número fique mais elevado. "O governo tem de estar muito atento a essa questão porque as agências de classificação de risco podem voltar a rebaixar a nota do país", diz Santos. As três principais agências de classificação de risco de crédito - Moody?s, Fitch e S&P - já colocaram o país em um nível de alto risco de crédito.


Em caso de um novo rebaixamento da nota de crédito do país, a bolsa de valores deve reagir de maneira negativa. Os investidores, no entanto, consideram que a permanência do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, no cargo reforçaria o compromisso fiscal do governo.


O Ibovespa fechou em alta de 0,93% aos 67.136 pontos, o maior patamar desde o início da crise política, em 17 de maio, quando o índice marcou 67.540 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 7,5 bilhões, acima da média diária do ano, que é de R$ 6,1 bilhões. "A vitória de Temer vai reforçar a governabilidade e a aprovação das reformas", diz Christian Laubenheimer, gestor da Platinum Investimentos. A Eurasia Group estima que o governo deva ter cerca de 300 votos favoráveis à rejeição da denúncia.


Leaubenheimer afirma que o aumento das operações de "cash and carry" ? arbitragem com a venda do Ibovespa futuro e a compra da cesta de ações do Ibovespa à vista ? também contribuiu para parte da alta da bolsa no pregão de hoje.


Entre as ações mais negociadas, os destaques de alta ficaram com os papéis ordinários da Rumo Logística, que subiram 6,50%, seguidos pelas ações PNA da Usiminas, com alta de 4,17% - ganhando força na última hora do pregão - e Banco do Brasil, com alta de 4,03%.


No setor de commodities, as ações da Petrobras tiveram forte alta. Os papéis preferenciais da estatal subiram 2,97% e as ações ordinárias ganharam 2,56%, acompanhando a alta do preço do petróleo no mercado internacional. Os contratos futuros de petróleo WTI subiram 0,83% para US$ 49,57 o barril. Já as ações da Vale fecharam com comportamentos distintos. Os papéis PNA recuaram 0,03% e as ações ordinárias subiram 0,16%. O preço do minério de ferro caiu 1,7% no porto de Qingdao, na China, para US$ 72,30 a tonelada.


No segmento financeiro, as ações dos bancos também fecharam em alta e ajudaram a sustentar a valorização do Ibovespa. Os papéis do Banco do Brasil subiram apoiados pela expectativa de que o resultado financeiro do banco no terceiro trimestre seja tão positivo quando o já divulgado pelos seus pares. O balanço sai no dia 10 de agosto.


As ações preferenciais do Bradesco subiram 1,36%, os papéis ordinários do Bradesco tiveram alta de 1,04%, as ações do Itaú Unibanco ganharam 1,04% e os papéis do Santander tiveram alta de 2,48%.


Já as ações da Cielo caíram 5,03%, mas registraram o maior volume financeiro do Ibovespa, de R$ 661,9 milhões. A Cielo divulgou ontem o balanço do segundo trimestre. O lucro subiu 0,5% na comparação anual, para R$ 994,3 milhões, mas a receita caiu 7,8%.


Fora do Ibovespa, as ações da OGX subiram 8,52% para R$ 4,46, reagindo à informação de que a 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Rio de Janeiro decidiu pelo encerramento dos processos de recuperação judicial das empresas. A decisão também contempla os processos de recuperação da OGX Austria GmbH e da OGX International GMbH.

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