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Instituto de estudos do PSDB diz que não há provas contra Temer

O Instituto Teotônio Vilela (ITV), entidade de estudos do PSDB, fez nesta quarta-feira uma defesa enfática do presidente Michel Temer (PMDB). O órgão atacou a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o pemedebista por corrupção passiva e disse que não há provas contra Temer. O instituto tucano afirmou também que não há "anseio" popular para tirar o pemedebista da Presidência, disse que a "caçada a Temer atenta contra os interesses do país" e defende que o presidente continue no cargo até dezembro de 2018.


"Não há, dentro dos preceitos constitucionais, alternativa reconhecidamente melhor do que a continuidade da atual administração", afirmou o Instituto Teotônio Vilela, em texto divulgado nesta quarta-feira, mesmo dia em que a Câmara julga o prosseguimento das investigações contra o presidente. "A denúncia apresentada pela PGR é inepta para justificar o afastamento do atual presidente da República. Porque não consegue provar que ele tenha de fato cometido o crime que lhe é imputado", disse.


Segundo o instituto, "não será cortando cabeças a esmo que a política vai se reconciliar com a sociedade". "Por outro lado, manter a caçada a Temer atenta contra os interesses do país", afirmou o órgão de estudos dos tucanos.


"É sempre tentador punir um presidente da República impopular e poder começar uma nova história. Mas o momento atual do Brasil não comporta a opção de abrir mais um livro em branco de final imprevisível", disse o ITV.


Apesar de pesquisas de opinião recentes registrarem que aprovação de Temer oscila entre 4% e 5%, o ITV disse que "não existe um anseio efetivo pela saída de Temer". "Há, sim, um rechaço geral à política, uma espécie de 'fora todos' que a aprovação do pedido pela PGR apenas cuidaria de alimentar, sem saciar. Quem seria a próximo?"


Segundo o instituto dos tucanos, a gestão Temer é "o governo "possível" e defendeu que haja uma nova repactuação com a base de apoio do presidente. "É o governo que a Constituição nos reservou".


O texto do Instituto Teotônio Vilela em defesa de Temer, divulgado nesta quarta-feira, reforça a divisão interna do PSDB em relação ao governo federal. O instituto é presidido pelo ex-senador José Anibal (SP), que apresentou uma visão diferente em relação à do PSDB-SP e dos tucanos da Câmara.


O partido deve votar nesta quarta-feira no plenário da Câmara em favor do prosseguimento das investigações contra Temer, com a aprovação de que o Supremo Tribunal Federal analise as denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e a bancada do PSDB-SP na Câmara têm defendido o voto pela investigação de Temer e querem a saída do partido do governo federal. O PSDB tem quatro ministros na gestão Temer.


02/08/2017 15:34:40

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