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Dólar fecha e queda após Câmara barrar investigação contra Temer

O entendimento de que o governo Temer saiu da votação de ontem com mais condições de negociar a reforma da Previdência deu espaço para o dólar voltar a cair. A moeda fechou esta quinta-feira em baixa de 0,22%, a R$ 3,1128, menor patamar desde 16 de maio - antes, portanto, da eclosão da crise política.


Entre seus principais pares, o real foi destaque. O rand sul-africano, por exemplo, caía 1,6%, enquanto a rupia indiana cedia 0,2%. O peso mexicano perdia 0,18%.


A performance melhor do real "conversa" com a queda dos prêmios de risco tanto no CDS quanto na curva de juros, em meio à percepção de que o governo ganhou sobrevida e tem condições de obter os 308 votos mínimos necessários para aprovação de uma proposta de emenda constitucional pela Câmara dos Deputados.


O Crédit Agricole vê o placar da votação de ontem como indicativo de que Temer ainda possui governabilidade. Dessa forma, entende ser possível contar com a aprovação de alguma medida provisória de alívio às contas públicas - talvez até mesmo uma reforma da Previdência mais enxuta. Apesar de o placar a favor de Temer não ter ficado no topo das estimativas, fica a percepção de que o governo não enfrenta uma situação de paralisia que marcou a era Dilma/Levy.


"Para o mercado, o que fica é a ideia de que um governo de boas intenções econômicas conseguiu sobreviver. E isso sugere que os próximos dez meses 'úteis' de governo possam trazer novos avanços nas contas públicas", diz Italo Lombardi, estrategista sênior de mercados emergentes do Crédit Agricole. O estrategista atribui viés de baixa à estimativa de dólar a R$ 3,40 até o fim do ano.

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