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Líder do PT diz que Temer perdeu base e prevê confronto entre aliados

O líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), relativizou a vitória do governo na votação da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) ontem e acredita que haverá confronto na base governista entre os parlamentares fiéis e dissidentes. Ele atribuiu os 263 votos favoráveis ao governo ao que classificou como "balcão de negócios" promovido pelo Palácio do Planalto para garantir a permanência de Temer na presidência.


"Os parlamentares que foram fiéis ao governo vão querer uma diferenciação em relação aos infiéis. Vão alegar que, ao votarem pela admissibilidade da denúncia, os infiéis não apenas divergiram do governo, mas votaram contra o governo", afirmou o petista. "Vai haver muito confronto na base, apesar da tentativa de contemporizar esse fato. Quem foi fiel vai cobrar vantagem sobre quem foi infiel", completou.


Entre os dissidentes, Zarattini destacou o PSDB. Dos 47 parlamentares tucanos, 22 votaram a favor do governo, 21 foram contrários ao presidente e 4 se ausentaram. Na avaliação do líder do PT, a legenda é a que sai mais sacrificada do processo de votação da denúncia contra Temer.


"O PSDB sai profundamente dividido. Ficou comprovada que a bancada está rachada no meio. O partido está com dois presidentes que divergem entre si. O PSDB sai despedaçado dessa votação", avaliou o petista.


Zarattini não acredita que o arquivamento da denúncia contra Temer represente "um caminho mais fácil" para que o governo consiga emplacar a reforma da Previdência. Para ele, a proposta não será aprovada na Câmara, porque os parlamentares são conscientes da rejeição da sociedade à reforma.


03/08/2017 13:40:24

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