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Bolsas de Nova York fecham em alta após dados do mercado de trabalho

O Dow Jones finalizou uma semana 100%: foram cinco recordes, ou seja, um a cada dia no período, com direito a marco histórico ao fechar acima de 22 mil pontos. A máxima de hoje veio a reboque do resultado acima do esperado para a criação de postos de trabalho nos EUA em julho.


Os números de empregos americanos sustentaram um otimismo generalizado nos mercados globais. Com isso, o dólar se fortaleceu, os retornos da renda fixa subiram e as bolsas terminaram no positivo.


Após ajustes, o Dow Jones fechou em alta de 0,30%, a 22.092,81 pontos, patamar máximo tanto de fechamento quanto intradia. O S&P 500 subiu 0,19%, a 2.476,83 pontos, a apenas um ponto do maior nível de sua história. O Nasdaq avançou 0,18%, a 6.351,56 pontos.


Na semana, os referenciais terminaram sem tendência única. O Dow Jones avançou 1,20%. O S&P 500 subiu 0,19% no período. O Nasdaq caiu 0,36% no acumulado das últimas cinco sessões.


O setor financeiro exibiu a resposta mais positiva aos dados de emprego, com alta de 0,72% no S&P 500. As ações dos bancos fecharam com valorizações expressivas, como as do Goldman Sachs, que subiram 2,51% e lideraram as altas no Dow Jones, do J.P. Morgan, de 1,28%, do Citigroup, com alta de 1,16% na sessão.


Os índices americanos também receberam suporte dos balanços positivos. As ações da GoPro subiram 19,25% na sessão, após a fabricante de câmera de vídeo ter divulgado ontem, depois do fechamento de Wall Street, resultados trimestrais e referências para o ano acima das expectativas do mercado.


Os dados do relatório do mercado de trabalho apontaram para a geração de 209 mil vagas em julho, bem mais que as 180 mil esperadas pelos analistas.


A taxa de desemprego recuou, em linha com o previsto, para 4,3%. Os ganhos salariais, que têm se mantido em marcha lenta nos últimos meses, subiram 2,5% na base anual, ligeiramente acima da expectativa de consenso, de alta de 2,4% no período.


O robusto mercado de trabalho reforçou as expectativas de que o Federal Reserve deve manter os planos de mais uma alta de juros neste ano em ação, mesmo com o início do processo de enxugamento do balanço nos próximos meses. Vários integrantes do banco central americano sinalizaram nos últimos dias a visão de que o foco do grupo recai no momento para o aperto no mercado de trabalho.


A análise exposta pelos integrantes do Fed aponta para um cenário no qual a falta de folga, em um mercado onda a taxa de desemprego voltou para a mínima em 16 anos, começa a pressionar os salários. Dentro desse quadro, a fraqueza da inflação vista nos últimos meses tenderia a ser transitória, na medida que as leituras receberam influência de fatores sazonais.

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