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Produção de veículos avança 17,9% em julho, aponta Anfavea

(Atualizada às 12h20) A produção de veículos no Brasil continua a avançar, ainda como reflexo do aumento das exportações. Isso ajuda a reduzir a capacidade ociosa, que ainda é elevada, segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antônio Megale. A capacidade ociosa nessa indústria caiu ligeiramente, de 53% para 52%, desde o início do ano.


Em julho, foram produzidos 224,7 mil veículos no país, o que representou um aumento de 17,9% na comparação com igual mês de 2016. No acumulado do ano, o total de 1,49 milhão de unidades representou um avanço de 22,4% em relação aos sete primeiros meses do calendário anterior.


A Anfavea espera que a produção do ano alcance 2,6 milhões de veículos, o que representará um aumento de 31,5% na comparação com o calendário anterior.


Ainda em julho, avenda de veículos no país somou 184,8 mil unidades, alta de 1,9% na comparação com o mesmo mês de 2016. No acumulado do ano, o avanço foi de 3,4%, num total de 1,2 milhão de unidades. Megale disse que o resultado está em linha com a esperada recuperação da demanda interna.


No entanto, a venda acumulada de caminhões está ainda 14,1% abaixo daquela de um ano antes, num total de 26 mil veículos vendidos em sete meses. "Verificamos uma recuperação lenta, reflexo ainda do baixo investimento em infraestrutura no país", disse Megale na apresentação dos resultados do setor em julho.


Segundo o vice-presidente da Anfavea para a área de caminhões, Luiz Carlos de Moraes, o aumento no preço do diesel vai provocar mais impacto negativo nesse mercado.


Exportações


O resultado das vendas externas continua a surpreender positivamente os dirigentes da indústria automobilística. As vendas externas representam 30% da produção do setor e somaram 439,5 mil veículos embarcados entre janeiro e julho, o que representou receita de US$ 7,3 bilhões. Somente em julho, com 65,7 mil unidades, a receita com as exportações das montadoras alcançaram US$ 1,1 bilhão.


"Além do esforço das empresas, o governo percebeu a necessidade de evoluir nos acordos comerciais. O país não pode ser fechado. A exportação é uma válvula de escape quando temos dificuldades no mercado interno", disse Megale.


Há poucos dias o Mercosul assinou acordo de intercâmbio comercial com a Colômbia. No início do ano, os veículos produzidos no Brasil tinham participação de 3% no mercado colombiano. Hoje a fatia dos modelos brasileiros está em 5% . "Acredito que temos potencial de chegar a 10% ou 15%", disse Megale.


Emprego


As montadoras de veículos abriram 300 vagas em julho, mas o nível de emprego no setor continua 3,6% abaixo do mesmo período do ano passado, empregando 106,7 mil funcionários. O setor também continua a recorrer a ferramentas de afastamento de operários das fábricas e redução de jornada como forma de driblar a ociosidade no setor.


A indústria automobilística fechou o mês passado com 12.198 empregados em programas de jornada restrita. Desse total, 8,9 mil estavam no Programa Seguro-Emprego, que prevê redução de jornada com compensação salarial garantida pelo governo. Outros 3,2 mil estava no chamado "lay-off", que permite suspensão temporária.

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