Ibovespa sobe e volta ao nível pré-crise política; dólar varia pouco

Os mercados financeiros nacionais começam a semana com pregões de tranquilidade. O destaque é a subida do Ibovespa, que volta ao patamar de pontuação registrado antes da crise política deflagrada pela delação premiada do grupo JBS e que cita o presidente Michel Temer.




Bolsa




O Ibovespa acelerou a alta no início da tarde, embalado principalmente pelas ações da Vale e de siderúrgicas. Os ganhos do minério de ferro, de 2,8% para US$ 76,17, deram fôlego adicional a esses papéis.


Às 13h20, o Ibovespa subia 1,13%, para 67.653 pontos, pouco acima do patamar da véspera da deflagração da crise política, de 67.540 pontos. Segundo profissionais, há um ponto de resistência ao redor da marca dos 68 mil pontos. Caso o índice consiga romper essa linha, uma tendência mais firme de valorização pode se consolidar.


O destaque positivo da bolsa está sendo, mais uma vez, CSN, com elevação de 7,9%. Segundo operadores, a CSN é a empresa que mais se beneficia do avanço do preço do minério. Também mostram ganhos expressivos Gerdau PN (4%), Vale ON (3,3%) e Vale PNA (3,4%).


Na ponta oposta, BB Seguridade está entre as maiores quedas do índice (0,74%). A companhia anunciou hoje que teve queda de 12% no lucro do segundo trimestre, para R$ 956,3 milhões, abaixo da previsão dos analistas ouvidos pelo Valor, que era de R$ 1,033 bilhão. Os prêmios emitidos recuaram 28,6%, para R$ 14,181 bilhões.






Câmbio




O dólar se distancia pouco da estabilidade à espera de novos catalisadores para direcionar os negócios. Por aqui, a divisa americana até ensaiou nova queda ante o real, mas o movimento contou com fôlego limitado enquanto boa parte das emergentes e moedas ligadas a commodities perdem terreno. Apesar do ajuste, a leitura entre os especialistas é de que o ambiente segue favorável para ativos de risco e algumas instituições já revisam para baixo as projeções da taxa de câmbio brasileira.


As novas estimativas se apoiam, em grande parte, num cenário global de recuperação econômica e inflação comportada. Isso significa que os emergentes se beneficiam de uma atividade um pouco mais robusta pelo mundo, sem grandes preocupações sobre um aperto monetário mais duro nas economias desenvolvidas.


Por volta das 13h20, o dólar comercial caía 0,04%, a R$ 3,1249.






Juros




Os juros futuros operam em viés de alta nesta segunda-feira. O movimento é atribuído a ajustes técnicos no mercado diante da ausência de motivadores mais claros para direcionar os negócios. Nesta semana, indicadores de inflação - IPCA e IGP-DI - podem trazer novos argumentos para embasar apostas de Selic cada vez mais baixa no fim do ciclo de flexibilização monetária. E caso surpreendam com sinais mais acentuados de desinflação, as taxas no mercado de renda fixa poderiam encontrar espaço adicional de queda.


Por volta das 13h20, DI janeiro/2018 opera a 8,185% (8,185% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2019 marca 8,030% (7,990% no ajuste anterior).


O DI janeiro/2021, por sua vez, exibe 9,220% (9,160% no ajuste anterior).


Os esforços do governo para ajustar as contas públicas, principalmenta a reforma da Previdência, também atraem atenções dos agentes financeiros.


Rogerio Braga, gestor da Quantitas, afirma que o avanço da reforma da Previdência poderia abrir espaço para queda na inclinação de juros longos, isto é, na diferença entre taxas de vencimentos distintos. Como exemplo, ele cita o trecho do DI janeiro de 2023 e o DI janeiro 2020, que hoje marca 1,11 ponto percentual. Em meados de maio, antes do estouro da crise política, a diferença estava em 0,72 ponto. Na máxima desde então, a pontuação chegou a 1,19 ponto.

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