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Rejeitada por Teori, delação de Pedro Corrêa é homologada por Fachin

Quase dois anos depois de concluída e de ter sido rejeitada pelo então relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, -- morto em desastre aéreo em fevereiro deste ano -- a delação premiada do ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) foi homologada na última terça-feira pelo ministro do Supremo Edson Fachin, que conduz as investigações relacionadas ao caso Petrobras na corte.


No ano passado o ministro Teori indeferiu a homologação por entender que a delação de Corrêa não se enquadrava do ponto de vista formal nos requisitos mínimos para a validação jurídica do acordo. A colaboração do ex-deputado, que detalha a relação dele com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os esquemas de corrupção de que o ex-parlamentar tomou parte na Petrobras foi revisada e reduzida. A pré-delação de Corrêa chegou a reunir mais de 80 anexos de informações, que são os resumos com dados e informações que o candidato a delator tem a oferecer e apresenta aos investigadores.


Corrêa também relata, na delação, que negociou espaços em ministérios quando era presidente nacional do PP, juntamente com Lula. O PP fazia parte da coalizão governista que assumiu o poder a partir de 2003, no primeiro mandato presidencial do petista.


O ex-parlamentar também contou, na delação, que houve desvios em dois contratos da Petrobras de que tomou conhecimento: o da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e no da refinaria do Paraná. Segundo Corrêa, parte dos recursos desviados foram para o PP. Corrêa foi cassado em 2006 por quebra de decoro.


A delação premiada de Corrêa foi negociada pelo criminalista Adriano Nunes Bretas, de Curitiba. Mas também contou com a atuação do desembargador aposentado e primo do político, Clóvis Corrêa, e do filho de Pedro Corrêa, Fábio Corrêa, que atua como advogado criminal.


A homologação dá valor jurídico à delação premiada do ex-deputado Pedro Corrêa. A partir de agora ele poderá contar com benefícios previstos nas cláusulas do acordo. Ele cumpre prisão em regime domiciliar em Recife.

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