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Temer volta a defender parlamentarismo no Brasil

O presidente Michel Temer (PMDB) defendeu nesta terça-feira em São Paulo a adoção do parlamentarismo no Brasil em 2018 ou "quem sabe" em 2022. O pemedebista afirmou que seu governo já é um experimento do que poderia ser o que chamou de "semipresidencialismo ou semiparlamentarismo". Defendeu ainda que o Brasil deveria adotar um modelo parecido com o português ou francês, em que o presidente da República seja eleito diretamente e mantenha protagonismo.


"Você sabe que eu tenho muita simpatia pelo parlamentarismo, não é? Eu acho que o Brasil pode caminhar para isso. Veja: de alguma maneira, nós estamos fazendo quase um pré-exercício de parlamentarismo", disse o presidente. "Vocês sabem que eu fui três vezes presidente da Câmara. O Legislativo era uma espécie de apêndice do Executivo. No meu governo, não. É parceiro do Executivo. E nós temos trabalhado juntos: o Executivo e o Legislativo. Então não é improvável que esse exemplo que nós estamos dando possa em breve converter-se num sistema semipresidencialista ou semiparlamentarista, o rótulo aí pouco importa."


Na sequência, Temer afirmou: "Agora, há de ser um sistema parlamentarista do tipo português ou do tipo francês, em que também o presidente da República pode ser eleito diretamente e tenha presença muito significativa no espectro governativo. Eu, se pudesse, em 2018 seria ótimo. Se não houver em 2018 -o tempo é curto, né? -, quem sabe prepara-se para 2022."


Temer participou da abertura do 27º congresso da Fenabrave, entidade que reúne revendedores de veículos. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), também participaram.


Na entrevista para os jornalistas, Temer disse que não conversou sobre política com o governador. Embora quase todos os deputados paulistas do PSDB tenham votado pela abertura de inquérito contra o presidente por corrupção passiva, Temer elogiou Alckmin. Disse que o tucano tem sido um "colaborador extraordinário".


Questionado sobre a possibilidade de processar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, desconversou. "Não sei, tem de ver com o meu advogado".


No discurso para os participantes do evento, Temer afirmou que o mote de seu governo é a confiança. Defendeu a aprovação da reforma da Previdência, de uma reforma tributária e da reforma política. Ele ainda exaltou a renegociação de dívidas dos Estados, conduzida por seu governos meses atrás, e a renegociação de dívidas previdenciárias de municípios.


Temer afirmou também que o Estado brasileiro "não pode prosperar" se não transferir parte de suas atividades para a iniciativa privada. No final, pediu otimismo aos presentes e agradeceu pelos aplausos recebidos que, segundo ele, "vêm do coração".

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