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Juro futuro fica perto das mínimas do dia diante do noticiário fiscal

Os juros futuros tiveram queda limitada nesta segunda-feira, mas ficaram próximos das mínimas intradiárias, numa sessão que evidenciou a sensibilidade do mercado ao noticiário e rumores em torno das contas públicas.


Frente aos patamares de ajuste, as taxas ficaram quase estáveis. Mas ante os níveis de fechamento houve queda. Isso aconteceu porque, no fim da tarde de sexta-feira, o mercado foi pego de surpresa por boatos de que o governo teria desistido da MP 777, que institui a TLP no lugar da TJLP. O rumor provocou forte corrida por taxa, o que fez os DIs dispararem perto do fechamento. Numa tentativa de acalmar o mercado, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse, ainda na sexta, em sua conta no Twitter que o governo trabalha "firme" pela aprovação da TLP.


A introdução da TLP é vista como importante pelo mercado porque ajudaria a reduzir o subsídio implícito oferecido pelos financiamentos do BNDES corrigidos pela TJLP, aumentando a potência da política monetária e melhorando o cenário para as contas públicas no médio e longo prazos. A aprovação da TLP é uma das medidas esperadas como forma de amenizar o desgaste provocado pela esperada piora das metas fiscais, num cenário sem grandes expectativas para a reforma da Previdência ainda neste ano.


Enquanto isso, o mercado terminou mais uma sessão sem conhecer as novas metas fiscais. O que circula no noticiário é que, para 2017, a meta fiscal poderá ficar R$ 20 bilhões acima do atual alvo. Ou seja, o déficit primário saltaria dos atuais R$ 139 bilhões para algo próximo de R$ 159 bilhões, número semelhante ao registrado em 2016.


A percepção entre investidores é que a revisão das metas está no preço. Mas eles seguem sensíveis à sinalização do governo sobre outras medidas que ajudem a melhorar as contas públicas.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2018 tinha taxa de 8,155% (8,160% no ajuste anterior), após máxima de 8,190%, também patamar de fechamento da sexta-feira. O DI janeiro/2019 cedia a 8,050% (8,060% no último ajuste) e máxima intradiária de 8,140%, também nível de encerramento da sexta.


O DI janeiro/2021 operava estável, a 9,390%, mas tinha queda frente ao fechamento de sexta (9,460%). E o DI janeiro/2023 caía para 9,960% (9,980% no último ajuste) e máxima intradia de 10,100%.

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