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Recuperação do emprego pode puxar varejo no segundo semestre, diz CNC

O surpreendente ritmo de crescimento das vendas do varejo, divulgado nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), levaram a Confederação Nacional do Comércio (CNC) a rever para melhor suas projeções de desempenho do setor neste ano.


A previsão de crescimento do volume de venda do varejo passou de 1,2% para 1,4% em 2017. E a previsão para o varejo ampliado ? que inclui a atividade de veículos e materiais de construção ? passou de 1,6% para 1,8%.


Segundo Fábio Bentes, economista da CNC, além do resultado de junho ter sido melhor do que o esperado, a revisão reflete a melhora de condicionantes do consumo: inflação baixa, crédito mais barato e sinais de melhora do mercado de trabalho.


"O mais importante no segundo semestre será a recuperação do emprego. Os dados do Ministério do Trabalho já apontam melhora na geração de postos de trabalho. E sabemos que o consumo é muito atrelado ao emprego", disse o economista.


Bentes lembra que o mercado de trabalho costuma ser mais aquecido no segundo semestre, efeito das contratações temporárias. Ele espera que a taxa de desemprego nacional caia dos atuais 13% para 11% no fim do ano.


"Claro que existe sazonalidade nessa queda da taxa de desemprego, mas, com os sinais de melhora que temos, talvez o mercado de trabalho seja o componente capaz de substituir o efeito que o FGTS teve para o varejo no primeiro semestre", afirmou.


O economista refere-se aos saques das contas inativas do FGTS, responsáveis em boa medida pela recuperação das vendas de bens duráveis. As vendas de móveis e eletrodomésticos cresceram 12,7% em junho, ante maio.


Segundo a CNC, dos aproximados R$ 44 bilhões em saques do FGTS, 40% ? ou cerca de R$ 20 milhões ? teriam sido direcionados para gastos no comércio. "É um contribuição importante e, por isso, a recuperação do emprego será importante."


Bentes também chama atenção para o fato de a recuperação das vendas do varejo ter sido, em boa medida, concentrada na região Sul do país no primeiro semestre. Os melhores desempenhos foram em Santa Catarina (12,1%) e Rio Grande do Sul (+8,1%).


"O agronegócio tem sido um dos responsáveis pela recuperação do emprego. E muito do agronegócio está concentrado na região Sul do país. Isso não vem de agora. O agronegócio foi responsável por uma parcela da recuperação do PIB", afirmou.

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