Parlamentares usam reforma política para manter foro, diz procurador

As propostas de reforma política em discussão no Congresso Nacional não resolvem os problemas revelados pela Lava-Jato, disse nesta terça-feira o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, coordenador da força-tarefa da operação no Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba.


"O distritão é a forma mais cara de se fazer campanhas políticas para deputados e vereadores. Os atuais membros do Congresso estão propondo uma reforma política para se manterem lá, não só com poder como parlamentares, mas com foro privilegiado", criticou Santos Lima.


"A Lava-Jato mostrou que a política no Brasil é muito cara, e por isso partidos e políticos buscam fontes ilegais de financiamento. Entretanto, estamos vendo uma movimentação no Congresso Nacional que nada tem a ver com a solução desses problemas", argumentou.


Suspeição de Gilmar Mendes


Santos Lima manifestou apoio ao pedido de suspeição feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, por conta de uma sequência de habeas corpus que, em poucas horas, colocaram em liberdade o empresário de transporte coletivo Jacob Barata Filho, preso em julho, no Rio de Janeiro, na operação Ponto Final, desdobramento da Lava-Jato, e outros acusados de participar do esquema.


"Como membros do MPF e cidadãos, entendemos que a posição do procurador-geral em pedir o reconhecimento da suspeição do ministro Gilmar Mendes é a mais acertada pelas evidentes ligações que Gilmar e seus familiares têm objetiva e subjetivamente com o empresário que foi preso", disse.

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