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Medida de risco de longo prazo renova máxima dos juros

Os juros futuros de curto prazo voltaram a cair nesta sexta-feira, com investidores adicionando posições em prol de uma Selic mais baixa. Por outro lado, as taxas mais longas tomaram fôlego durante a tarde, movimento que levou a inclinação a bater novas máximas em três anos e meio.


Analistas ponderam que, após uma semana de notícias positivas para o curto prazo, questões estruturais e que mexem com expectativas para a dívida no futuro continuaram tangenciadas.


A aprovação na Câmara dos Deputados da MP que cria a TLP e o anúncio do pacote de privatizações deram respiro a investidores receosos com novas denúncias contra o governo Temer. Ainda assim, falta definição sobre quando a reforma da Previdência voltará a ser debatida com propriedade. E o desconforto aumenta conforme os mercados mensuram os riscos à agenda de reformas à medida que se aproxima o ano eleitoral.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2021 tinha taxa de 9,290% (9,300% no ajuste de ontem), longe da mínima do dia (9,240%).


O DI janeiro/2023 subia a 9,930% (9,920% no ajuste anterior), revertendo queda a 9,890%.


O DI janeiro/2019 cedia a 7,820% (7,870% no último ajuste).


E o DI janeiro/2018 caía a 7,875% (7,930% no ajuste anterior).


A inclinação entre os DIs janeiro/2023 e janeiro/2019 - uma medida de risco de longo prazo - bateu 211 pontos-base, de 207 pontos ontem. É uma nova máxima em três anos e meio.


Na semana, esse spread avançou 14 pontos-base.

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