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Denunciado, Jucá ataca Janot e o chama de 'justiceiro'

Líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) atacou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nova denúncia contra o parlamentar, com base na delação da Odebrecht. Questionado se via uma "perseguição" de Janot, Jucá respondeu, com ironia: "Pelo menos é uma fixação. Ele até deu declaração sobre o meu bigode, não sei se é fetiche. Eu diria que eu não entendo o comportamento dele."


De acordo com a denúncia, o ex-diretor de relações institucionais da empreiteira Cláudio Melo Filho associou uma doação de R$ 150 mil, destinada à campanha eleitoral do filho do senador, Rodrigo Jucá, ao trabalho do líder do governo em benefício da empresa durante a tramitação das medidas provisórias 651/2014 e 656/2014.


Para Jucá, Janot está querendo se passar por "justiceiro", às vésperas de deixar o comando da PGR, o que ocorrerá em 17 de setembro, quando será substituído por Raquel Dodge. "Eu confio na Justiça. Quem parece que não confia é o senhor Rodrigo Janot. A primeira denúncia contra mim foi, ao contrário do que diz o inquérito da PF, sobre Sérgio Machado, que não havia nenhum tipo de crime. A segunda, sobre Zelotes, o ministro [Ricardo] Lewandowski [do STF] mandou devolver porque não há nenhuma relação com Zelotes. E, na terceira, estranhamente a investigação não foi concluída, o processo está na PF", enumerou.


"Janot começou bem, mas está tendo uma despedida melancólica, lamentável, triste. Não dá para se passar por justiceiro, passar por cima da Justiça e tentar fazer uma ação deliberadamente contra a política brasileira", disse Jucá.

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