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Com lágrimas nos olhos, Janot diz: "Cumpri o meu dever"

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, presidiu nesta terça-feira (5) sua última reunião do Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF). No discurso de despedida, disse, com lágrimas nos olhos, que cumpriu o seu dever.


Parafraseando o personagem Dom Duarte, do poeta português Fernando Pessoa, Janot resumiu sua passagem de quatro anos no comando da PGR. "Cumpri, contra o destino, o meu dever. Inutilmente? Não. Porque o cumpri", disse Janot.


Aos colegas de conselho, ele confidenciou que deixou sua vida pessoal "trancada em um armário" e que agora quer resgatá-la.


Também agradeceu à equipe e deu um único conselho à sucessora, Raquel Dodge. "Nos momentos difíceis, não desanime. Converse", disse Janot, ao encerrar o discurso.


Raquel elogiou Janot e disse que o legado deixado por ele "honra a história do Ministério Público Federal". "Desejo que todos os seus sonhos se realizem", afirmou Raquel, que assume o cargo no dia 18 de setembro.


Janot transmite o cargo para a sucessora no dia 17 e, em seguida, sairá em férias. Depois retomará o posto de subprocurador-geral da República, responsável por processos no STJ.


Janot deixou a reunião do conselho sem falar com a imprensa.


Volta


O procurador-geral descartou a chance de tentar novamente o cargo em 2019.


Em um discurso de agradecimento, a subprocuradora Lindora Araújo, integrante do conselho, mencionou a possibilidade de Janot voltar ao comando da PGR. Ele imediatamente reapondeu: "Não tem a menor chance".

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