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IPCA e perspectiva para Copom puxam juros futuros para baixo

O IPCA de agosto, mais baixo do que o esperado, deu fôlego extra aos vendedores no mercado de juros. O resultado reforçou que recuperação da atividade econômica que começa a se desenhar não oferece pressão sobre inflação e, consequentemente, haveria muito espaço para corte de juro. Essa leitura levou os investidores a reforçar as apostas em uma Selic mais baixa, ao redor de 7% no fim deste ano.


O índice oficial de inflação subiu 0,19% no mês passado, ante a mediana das estimativas de 0,32%. Merece atenção a queda da inflação de serviços, que subiu apenas 0,01%, a menor variação desde o recuo de 0,05% registrado em julho de 2014.


A projeção consensual é um corte de um ponto percentual na taxa básica em decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira. Há forte expectativa em relação à sinalização que o comunicado trará sobre os movimentos futuros da política monetária.


Diante de novos sinais de desinflação no país, o banco Mizuho do Brasil revisou para baixo a estimativa da Selic no fim de 2017. Agora, a instituição projeta que a taxa cairá até 7%, abaixo da leitura anterior de 7,5%. O caminho inclui corte de 1 ponto percentual na decisão do Copom desta quarta-feira, seguida de um movimento de 0,75 ponto em outubro e outro de 0,50 ponto em dezembro. A Selic ficaria estável ao longo de 2018, segundo a instituição. "Os números indicam uma desinflação disseminada e há espaço para corte agressivo de juros", afirma o estrategista-chefe Luciano Rostagno.


Esse ambiente intensificou o movimento no contrato com vencimento em janeiro/2019 - que concentra as apostas para o ciclo total de juros e também marca o fim do governo Temer. Foram negociados 492.650 contratos, volume que supera o giro de pregões típicos, ao redor dos 300 mil contratos. A taxa encerrou a sessão em 7,62%, ante 7,76% no ajuste de ontem.


Mas também chama a atenção o movimento no DI janeiro/2021, que reflete a percepção de risco com o médio prazo. Essa taxa rompeu hoje o piso dos 9% e terminou o pregão a 8,97%, na mínima histórica para esse contrato, ante 9,20% no ajuste de terça-feira. Essa queda ainda é reflexo da possibilidade de anulação da delação da JBS, episódio que, na visão do mercado, dá mais força ao governo Temer e à perspectiva de avanço da agenda de reformas.

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