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Citado em relatório da PF, Temer diz que "facínoras roubam a verdade"

A Presidência da República divulgou nota nesta terça-feira em reação à série de acusações que atinge o presidente Michel Temer (PMDB). "Facínoras roubam do país a verdade. Bandidos constroem versões 'por ouvir dizer' a lhes assegurar a impunidade ou alcançar um perdão, mesmo que parcial, por seus inúmeros crimes", diz a nota. "Reputações são destroçadas em conversas embebidas em ações clandestinas."


Temer foi citado nas delações do dono da JBS Joesley Batista e, mais recentemente, do operador financeiro do PMDB Lúcio Funaro. Ontem, veio a público relatório da Polícia Federal (PF) que mostra o presidente, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, todos do PMDB, como líderes de um grupo criminoso.


Reportagem do jornal "Folha de S.Paulo" de hoje mostra que, de acordo com Funaro, operador financeiro do PMDB, Temer autorizou, em um telefonema, o pagamento de caixa dois para a campanha a prefeito de Gabriel Chalita (PMDB). Em troca, o então vice-presidente Temer facilitou a liberação de créditos da Caixa para o empresário Henrique Constantino, da Gol Linhas Aéreas.


"Vazamentos apresentam conclusões que transformam em crimes ações que foram respaldas em lei", diz a nota. "O sistema de contribuição empresarial a campanhas políticas era perfeitamente legal, fiscalizado e sob instrumentos de controle da Justiça Eleitoral."


O Planalto evoca o "Estado Democrático de Direito" e "a barbárie da punição sem provas".


"Nas últimas semanas, (...) garantias individuais estão sendo violentadas", informa. "Ignora-se toda a coerência de fatos e das histórias narradas por criminosos renitentes e persistentes."

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