Prévia do PIB positiva anima mercados; Ibovespa busca corrigir preços

Os mercados financeiros nacionais reagem de forma benigna a notícias econômicas que sugerem melhora da economia, como a divulgação do índice IBC-Br, calculado pelo Banco Central e visto como indicador de tendência para o PIB. Dólar e juros caem e o Ibovespa tem leve baixa, numa tentativa de correção de preços após as altas recentes.






CÂMBIO




O dólar chega ao começo da tarde em leve queda, acompanhando o desempenho da moeda americana no exterior. Durante a manhã, a cotação oscilou entre os terrenos positivo e negativo, mas sem afastar-se muito do preço do fechamento de ontem. Segundo profissionais, embora haja uma leitura ainda positiva do ambiente doméstico, investidores ainda estão na retranca, esperando definições sobre o cenário político.


Às 12h50, o dólar comercial caía 0,22% para R$ 3,1310, perto da mínima do dia, de R$ 3,1250. Já o contrato futuro para outubro registrava baixa de 0,27% para R$ 3,1260.


No exterior, o dólar cedia 0,46% em relação à lira turca, perdia 0,12% em relação ao peso mexicano, mas subia 0,09% em relação ao rand sul-africano e oscilava 0,05% na comparação à rupia indiana. O Dollar Index, por sua vez, caía 0,10% para 9230.


Entre profissionais, no entanto, a leitura geral é de que a tendência para o câmbio ainda é de apreciação. A denúncia que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve apresentar contra o presidente Michel Temer ainda hoje, limita apostas mais positivas, mas ela é vista como incapaz de reverter o cenário benigno que se desenha. Por ora, a análise é de que a denúncia não prosperará. E que, passado o episódio, poderá haver espaço para se discutir uma proposta de reforma da Previdência. Analistas dizem que essa reforma não está no preço e, portanto, caso ela se confirme, o mercado terá razão para melhorar.






BOLSA




O Ibovespa aproveita a forte queda dos papéis da mineradora Vale e de siderúrgicas hoje para tentar uma correção dos ganhos sustentados nos últimos pregões. No entanto, a confiança dos investidores com a retomada da economia e o fato de que eventos políticos continuam, por ora, em segundo plano continuam dando força para o mercado, que parece querer seguir rompendo recordes históricos.


Às 12h50, o Ibovespa operava em baixa de 0,18%, aos 74.653 pontos. Mais perto do início do pregão, o índice chegou a bater a mínima intradia de 74.397 pontos, em queda de 0,52%. O giro financeiro atinge R$ 2,95 bilhões.


Do lado negativo, limitam os ganhos a Vale (-3,60%, a R$ 33,52) e a Bradespar (-5,38%, a R$ 25,35), nas maiores baixas. Avessas a dados piores na China e ao recuo do minério, siderúrgicas também respondem negativamente.


A produção industrial chinesa caiu 6% em agosto, perante um ano antes, após recuar 6,4% em julho, no mesmo tipo de comparação. As vendas no varejo, por sua vez, reduziram o ritmo de crescimento - de 10,4% em julho para 10,1% em agosto, considerando o respectivo confronto com o mês do calendário anterior.


Por outro lado, a agenda econômica interna continua dando suporte para que o mercado siga demonstrando força. Entre as maiores altas, o destaque fica por conta da JBS (+4,11%, a R$ 8,61). O movimento tem no foco a notícia de que a família Batista, conselheiros e executivos do frigorífico correm para indicar um sucessor para Wesley Batista, presidente da empresa.






JUROS




Os juros futuros voltaram a ter uma sessão de queda, reagindo ao conjunto de notícias. Na leitura do mercado, prevalece a visão de que há espaço para queda adicional da taxa básica Selic e também para a redução do prêmio de risco que o mercado vem carregando nos contratos mais longos.


Na BM&F, o contrato para janeiro/2021 tinha taxa de 8,96%, ante 9,01% ontem. DI janeiro/2019 era negociado a 7,55%, de 7,59%; e DI janeiro/2018 tinha taxa de 7,605% (7,652%).


Uma boa notícia hoje foi o resultado do IBC-Br, que avançou 0,41% em julho. A leitura é que a recuperação um pouco mais forte do que o esperado não deve gerar inflação, dado o nível de ociosidade da economia, como confirmou em entrevista ao Valor o presidente do BC, Ilan Goldfajn. Entretanto, esse resultado pode diminuir os riscos fiscais - porque apontam para melhora da arrecadação - e também políticos: com maior crescimento em 2018, as chances de um candidato alinhado à bandeira das reformas ficam maiores.





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