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Exterior dita alta do dólar antes de decisão do Fed

A alta global do dólar prevaleceu no mercado doméstico, nesta segunda-feira (18). O movimento precede a decisão do Federal Reserve, o BC dos Estados Unidos, sobre a política monetária, que acontece na quarta-feira (20). É baixa a expectativa de mudança nos juros da autoridade monetária já no fim deste encontro. Por outro lado, o Fed pode trazer sinais sobre seus próximos passos, inclusive a redução do balanço patrimonial.


A curva de juros nos Estados Unidos precifica menos de 2% de chance de um aperto em setembro. Um movimento até dezembro, por sua vez, acumula quase 60% das apostas, de acordo com cálculos do CME Group. O que limita essa expectativa são os sinais de inflação contida no país, a despeito da recuperação no mercado de trabalho.


Esse é um dos fatores que devem manter um sinal positivo para emergentes, na visão do BNP Paribas. Uma recuperação robusta do crescimento, baixa inflação, postura amplamente acomodatícia das economias desenvolvidas e o enfraquecimento do dólar favorecem as condições, de forma geral, para o Brasil e seus pares.


"Embora riscos adversos de longo prazo permaneçam, nós acreditamos que os riscos de 'upside' são mais prováveis de se materializarem que os risco de 'downside' no curto prazo", diz a instituição em nota assinada pelo responsável por pesquisa de mercados emergentes, Marcelo Carvalho.


Nesta segunda-feira, entretanto, o dólar perdeu terreno apenas ante 9 divisas globais, numa lista de 33 moedas. Os emergentes foram aqueles com piores desempenhos. O real ficou na quinta pior colocação, atrás das baixas de lira turca, rand sul-africano e rublo russo.


Por aqui, a cotação da moeda americana no balcão terminou o dia em R$ 3,1343, em alta de 0,66%, maior avanço em quase uma semana.O contrato futuro para outubro, por sua vez, encerrou a sessão em R$ 3,1420, com elevação de 0,75%.


Internamente, a leitura de que o dólar deve permanecer num nível baixo é amparada pela expectativa de entrada de recursos no país. A Petrobras fechou hoje a captação de US$ 2 bilhões em bônus externo. Segundo fontes ouvidas pelos repórteres Álvaro Campos e Daniela Meibak, a empresa levantou US$ 1 bilhão no título com vencimento em 2025 e mais US$ 1 bilhão no papel para 2028.


A Petrobras se junta assim a outras grandes empresas brasileiras (Suzano, Klabin e Cosan), que fizeram captações de recursos no exterior, nas últimas semanas. Ao todo, estas três angariaram US$ 1,4 bilhão. A expectativa é de que internalizem gradualmente boa parte dos recursos.

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