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Dodge discorda de decisão de Gilmar de conceder liberdade a empresário

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, manifestou-se contra a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de conceder liberdade ao empresário Lélis Teixeira, ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor).


Para ela, o empresário deve voltar à prisão preventiva - conforme decretado em julho pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, durante a Operação Ponto Final.


A prisão de Teixeira, segundo a procuradora-geral, é baseada em "motivos hígidos e em elementos probatórios idôneos e suficientes", motivo pelo qual "o Ministério Público não se conforma" com a decisão de Gilmar.


O ministro havia entendido que o risco à ordem pública poderia ser "mitigado" com a aplicação de medidas cautelares diversas à prisão, como a utilização de tornozeleira eletrônica, por exemplo.


Dodge, no entanto, refutou os argumentos de Gilmar: "A periculosidade do paciente é ainda maior porque ele ostenta longa habitualidade criminosa - superior a 6 (seis) anos ininterruptos e tem enorme potencialidade de influência política e econômica sobre autoridades públicas - principalmente no âmbito estadual", escreveu.


Teixeira é investigado por suspeita de participar de esquema de pagamento de propina, por parte de empresários de ônibus, a políticos como o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).

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