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Juro futuro longo fica perto da estabilidade, com investidor cauteloso

As taxas de juros futuros chegaram ao fim da tarde desta quarta-feira perto da estabilidade, com os juros longos tomando algum fôlego em relação aos patamares registrados pela manhã. Mesmo com o dólar mantendo a desvalorização, os DIs mais longos evitaram tocar as mínimas.


Isso serve de lembrete da postura mais conservadora dos agentes para esses patamares, em meio a análises de que, aos preços atuais, novas posições vendidas parecem menos interessantes, seja pelo bom momento da bolsa, seja por ruídos de ordem política e econômica - como a informação divulgada ontem de que o Banco Central poderia reduzir compulsório.


Alguns analistas, no entanto, ainda veem oportunidades no mercado. O BNP Paribas, por exemplo, continua "estruturalmente otimista" na renda fixa, mais especificamente na chamada "barriga da curva" (vencimentos intermediários), na qual o banco diz ter "considerável posição vendida em DIs.


O gestor da JPP Capital Joaquim Kokudai chama a atenção para as NTN-B, títulos com rentabilidade atrelada ao IPCA. Ele lembra que papéis com vencimentos a partir de 2023 oferecem juros reais acima de 4,5% ao ano. "Sem dúvida ainda é uma opção interessante de investimento para prazos mais longos, ainda mais quando se compara com o restante do mundo", diz.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2019 - mais negociado do dia, com 286.670 ativos - subia a 7,310% (7,290% no último ajuste). O DI janeiro/2021 mostrava 8,860% (8,850% no ajuste de ontem). E o DI janeiro/2023 operava estável, a 9,560%.

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