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Mercado revê projeção e espera alta de 2,98% para IPCA em 2017

(Atualizada às 9h24) Os analistas consultados pelo Banco Central (BC) no Boletim Focus esperam uma alta de 2,98% para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2017. A taxa, mais elevada do que a estimada anteriormente para o mesmo período, de 2,95%, ainda está, contudo, abaixo do piso de 3% da meta de inflação.


A revisão ocorreu depois de a inflação de setembro ter ficado acima das previsões de alguns analistas. Na sexta-feira passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que o IPCA subiu 0,16% no nono mês deste ano. Analistas ouvidos pelo Valor Data projetavam0,08% de elevação.


Conforme o Boletim Focus, a estimativa do IPCA para os próximos 12 meses também avançou, de 3,97% para 4,01%. No caso de 2018, a projeção para o avanço do IPCA em 2018 foi de 4,06% para 4,02%.


Ao mesmo tempo, os agentes ouvidos pela autoridade monetária não alterarama mediana das estimativas para a taxa básica de juros, a Selic, que segue em 7% para 2017 e 2018.


Top 5

Entre as instituições que mais acertam as projeções, o grupo Top 5, a mediana de estimativas paraa inflação neste ano passou de 2,81% para 2,92%. Para 2018, ficou estável em 4,09%.


No caso da Selic, o Top 5 segue alinhado ao restante do mercado, mantendo a projeção em 7% tanto para este ano como para o próximo.


Atividade


Os analistas do mercado financeiro elevaram pela quinta semana seguida a previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2018. De acordo com o boletim Focus, os economistas projetam alta de 2,43%. Para este ano, a estimativa foi mantida em 0,70% de avanço.


O levantamento, divulgado hoje pelo Banco Central (BC), também aponta melhora na projeção para este ano da produção industrial ? de alta de 1,05% para 1,18%. Para o ano que vem, foi mantida em 2,40%.


Na semana passada, o IBGE informou que a produção industrial caiu 0,8% enter julho e agosto, na série com ajuste sazonal. Embora tenha interrompido quatro meses de avanço nesta base de comparação, a retração foi concentrada em poucos setores. A leitura feita pelos analistas é de que o resultado no mês não interrompe a tendência de melhora no setor.


O mercado manteve a previsão para o câmbio neste ano (R$ 3,16) e para o próximo calendário (R$ 3,30).


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