Dólar recua e está na casa de R$ 3,16; cena externa segue no foco

O dólar opera em queda na manhã desta terça-feira, devolvendo parte do prêmio do dia anterior. Alinhado aos principais emergentes, a descompressão conduz o câmbio local ao nível de R$ 3,16. Ainda assim, o patamar continua mais elevado que os valores de fechamento dos últimos dias.


Às 10h47, o dólar estava a R$ 3,1652, baixa de 0,62%.


O risco geopolítico ainda permeia os mercados. Desta vez, o foco se volta para o líder catalão, Carles Puigdemont, que pode declarar a independência unilateral da região. Puigdemont realizou uma reunião do gabinete nesta terça-feira e sua fala deve ocorrer após o fechamentos dos mercados europeus (após as 13h de Brasília).


Ao mesmo tempo, o mercado vem se ajustando à percepção de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) caminha para nova elevação de juros ainda em 2017. O chefe de pesquisa global da Ashmore, Jan Dehn, não ignora o efeito de curto prazo trazido por preocupações com o aperto monetário. No entanto, para ele, o ambiente global da taxa de juros permanecerá muito benigno. "O Fed não vai querer elevar muito os juros enquanto ele reverte o relaxamento quantitativo", com redução do balanço patrimonial, alerta.


No Brasil, os investidores têm revelado posição relativamente tranquila com o cenário político. Eles trabalham com a perspectiva de que a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer será barrada na Câmara. Ainda assim, o cronograma para evolução da reforma da Previdência na administração Temer é apertado. O ano eleitoral de 2018 está chegando e, dificilmente, os políticos se arriscariam em defender um projeto impopular em meio a suas campanhas.


Hoje, está prevista a apresentação do relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) sobre a denúncia da PGR contra Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência da República).


No mercado de juros futuros, o DI janeiro/2021 caía a 8,930% (9,000% no ajuste anterior). Entre vértices mais longos, o DI janeiro/2023 recuava a 9,620% (9,700% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 baixava a 9,920% (9,990% no ajuste anterior).

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