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Dólar tem a maior queda diária em um mês

O dólar registrou a maior queda diária desde meados do mês passado. De volta a níveis ligeiramente inferiores a R$ 3,15, a movimentação desta sexta-feira (13) também garantiu novo recuo semanal da divisa americana. A direção foi atribuída aos sinais de que a inflação segue contida nos Estados Unidos, inibindo assim as apostas de um aperto monetário mais duro no país.


A queda do dólar por aqui garantiu ao real o quinto melhor desempenho da sessão numa lista das 33 principais moedas globais. Os destaques positivos foram justamente emergentes, como o rand sul-africano e o rublo russo. Em seguida, vieram divisas ligadas a commodities num dia de avanço dos preços de petróleo e minério de ferro.


Os números de inflação nos EUA ajudaram a aliviar a pressão de alta. No pico desta semana, o dólar subiu por aqui até R$ 3,1851.


Hoje, o mercado americano de juros precifica pouco mais de 80% de chance de uma elevação de juros em dezembro. O valor é menor que os 90% de uma semana atrás.


Operadores apontam que a reação dos ativos ainda pode continuar na semana que vem, por causa da baixa liquidez local desta sexta-feira. No entanto, outros fatores também devem entrar nas contas. A presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, faz um pronunciamento na sexta-feira. Antes disso, estão previstos os discursos de outros dirigentes da instituição e a divulgação do "Livro Bege" sobre as condições econômicas nos EUA.


O trader Matheus Gallina, da Quantitas, aponta que há uma mudança da tendência em curso. Agora, observam-se sinais de reversão dos juros baixos nos países desenvolvidos, com possível redução da liquidez global. Hoje, entretanto, o mercado trabalhou com algum alívio após dados de inflação dos EUA. "Ainda vemos a inflação ganhando fôlego nos EUA, mas não tão rápido que mude a dinâmica para elevação de juros", acrescenta.


O dólar comercial fechou em queda de 0,70%, a R$ 3,1492. A variação foi a mais acentuada desde 14 de setembro, quando terminou o dia em baixa de 0,75%. Além disso, a divisa volta a níveis inferiores a R$ 3,15 depois de mais de uma semana. A última vez foi em 4 de outubro, a R$ 3,1323.


No acumulado desta semana, a moeda caiu 0,25%, estendendo a perda no mês a 0,53%.


Hoje, a alta do índice de preços ao consumidor americano (CPI) ficou aquém do esperado em setembro, reiterando as incertezas já trazidas na ata da última reunião do Federal Reserve. No documento, divulgado na quarta-feira (11), os dirigentes do banco central americano revelaram mais uma vez dúvidas se a baixa inflação se deve a efeitos temporários ou se reflete fatores mais duradouro.


Vários integrantes do Fed disseram, inclusive, que a decisão de novo aperto monetário neste ano dependeria dos dados de preços dos próximos meses e a proximidade com a meta de inflação, de 2%. Conforme apontado hoje, o núcleo do CPI - que exclui itens voláteis como energia e alimentos-registra alta de 1,7% em setembro, na comparação anual.



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