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Dólar tem leve queda com mercado de olho na cena política

17/10/2017 19h30

Depois de ontem figurar entre as moedas com pior desempenho, o real hoje inverteu a mão e teve a segunda melhor performance entre as principais divisas. Uma aparente redução das preocupações com ruídos entre governo e Câmara dos Deputados, no dia em que a CCJ começou a apreciar o relatório da denúncia contra Michel Temer, ajudou a impedir que a taxa de câmbio fosse pressionada pela força global do dólar.


Depois das rusgas entre o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o Palácio do Planalto, investidores avaliaram declarações de Maia hoje de que as divergências estão "superadas". O atrito ocorreu depois da divulgação, pela Câmara, de vídeos da delação premiada do doleiro Lúcio Funaro e relacionados à denúncia contra o presidente Temer.


"Eu entendo que, se de alguma forma a Câmara e seus servidores são atacados, eu tenho que reagir em nome da instituição. Nada disso afeta a minha relação com o presidente. Ele tem o meu respeito, trabalhamos com total harmonia nas agendas da Câmara. Mas, além da harmonia, há o respeito e a independência", disse Maia.


No fechamento, o dólar interbancário caiu 0,10%, a R$ 3,1687. Apenas o peso mexicano, em alta de 1,3% ante o dólar, tinha desempenho melhor que o real nesta terça-feira.


Lá fora, o ICE U.S. Dollar Index - que mede a performance da moeda americana frente a uma cesta de divisas relevantes - subia 0,26%, amparado por notícias de que o presidente americano, Donald Trump, teria se impressionado positivamente com John Taylor, economista que está na lista de candidatos para substituir Janet Yellen no comando do Federal Reserve (Fed, BC americano). Taylor é considerado mais "hawkish" que seu principal concorrente, Jerome Powell, já membro do Fed e visto como mais alinhado à postura "dovish" de Yellen.