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Juros futuros longos sobem e curtos ficam perto da estabilidade

24/10/2017 18h06

Na véspera da decisão do Copom, o mercado financeiro preferiu evitar mudanças relevantes nas apostas para a Selic até o fim do ano que vem. As apostas continuaram embutindo corte de 0,75 ponto percentual nesta quarta-feira, seguido de uma redução de 0,50 ponto percentual em dezembro. Para o próximo ano, os contratos projetam a taxa básica pouco acima de 8%, reflexo do ambiente eleitoral.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2018 tinha taxa de 7,281% ao ano (7,295% no ajuste anterior). O DI janeiro/2019 indicava 7,270% (7,260% no último ajuste).


Entre contratos de médio e longo prazos, o DI janeiro/2021 subia a 8,950% (8,910% no ajuste de ontem). E o DI janeiro/2023 ia a 9,640% (9,600% no ajuste anterior).


As apostas se mantiveram a despeito de novo dia de firme alta do dólar. A moeda americana subia mais 0,8% nesta terça-feira, depois da valorização de 1,29% de ontem. Os DIs longos até subiram, espelhando o aumento de "yields" (retorno ao investidor) em todo o mundo, mas a relativa estabilidade das taxas curtas sugere que, para o mercado, o movimento do dólar por ora não impede a continuidade da queda da Selic.


Essa visão é sustentada em parte pela percepção de que o resultado da eleição presidencial de 2018 representará a continuidade da agenda reformista. Essa visão é compartilhada, por exemplo, pelo Deutsche Bank. O economista-chefe do Banco no Brasil, José Faria, estima que a Selic será reduzida em 0,75 ponto nesta semana, em 0,50 ponto em dezembro e em 0,25 ponto em fevereiro. Com isso, a taxa básica de juros cairia a 6,75% ao ano, mínima recorde na qual seria mantida pelo menos até o fim de 2018.


"O BC deve amanhã manter uma linguagem mais aberta, reafirmando a dependência dos dados para definir o rumo da política monetária", diz Faria.