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Ibovespa abre o mês em queda, com baixa de ações de bancos

O Ibovespa começou o penúltimo mês do ano em baixa. O índice caiu 0,65% aos 73.824 pontos e foi puxado pelo desempenho negativo das ações dos bancos nesta quarta-feira (1º). Os papéis do sistema financeiro passaram por um movimento de correção de preços e, como têm participação relevante na composição do índice, colocaram o Ibovespa no terreno negativo. O giro financeiro ficou em R$ 7,7 bilhões, acima da média do ano, que é de R$ 6,2 bilhões.


O dia foi de cautela para os investidores, que reduziram posições compradas à espera da decisão do Fed, banco central dos Estados Unidos. Os diretores do Fed decidiram por unanimidade manter os juros inalterados entre 1% e 1,25% ao ano. Para o gestor da Platinum Investimentos, Christian Laubenheimer, a decisão já estava precificada e por isso não houve alteração no movimento do mercado de ações.


O banco central americano informou que os riscos para o cenário econômico estão equilibrados e a inflação está sendo monitorada de perto. Os integrantes do Fed consideram que a economia americana está sólida, mas não deram pistas sobre planos para o encontro de dezembro. A expectativa dos investidores é a de que o Fed suba os juros na próxima reunião.


Bancos


No sistema financeiro, as ações que mais caíram foram as do Bradesco, que divulgou o resultado do terceiro trimestre hoje. Os papéis PN recuaram 3,11% e os ON tiveram baixa de 2,68%. O banco teve lucro líquido contábil de R$ 2,884 bilhões, queda de 10,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado ficou abaixo das projeções dos analistas. A carteira de crédito expandida caiu 1,4% em três meses e teve baixa de 6,7% em 12 meses, ficando em R$ 486,864 bilhões.


As ações do Itaú Unibanco e do Banco do Brasil também fecharam em baixa. Já as unit do Santander foram a exceção e subiram 1,61% para R$ 29,07. O J.P. Morgan elevou a recomendação para as ações do banco de neutra para compra. O preço-alvo dos ativos foi revisto de R$ 27 para R$ 33.


Outra ação que teve destaque de alta foi a ON da MRV, que subiu 3,56%. O Bradesco BBI reiterou sua preferência pelas incorporadoras de baixa renda e manteve o papel como ?top pick?, após a Câmara dos Deputados ter definido que não será permitido o uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para pagar o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). O banco espera que a empresa apresente fortes resultados no terceiro trimestre, seguindo os respectivos desempenhos dos dados operacionais já divulgados. De acordo com projeções de três bancos, compiladas pelo Valor, a empresa deve ter alta de 6% do lucro na comparação com o mesmo período do ano passado.


Commodities


As principais ações do setor de commodities - Vale e Petrobras - também fecharam em alta. Os papéis ON da Vale ganharam 2,24%, seguindo a valorização de 1,4% no preço do minério de ferro, para US$ 59,35 a tonelada, na China. As ações PN da Petrobras subiram 0,78% e as ON tiveram alta de 0,69% mesmo com a queda no preço do petróleo no mercado internacional. Os contratos futuros do petróleo Brent, com vencimento em janeiro, recuaram 0,80% a US$ 60,45 o barril.


Eletrobras


As ações da Eletrobras tiveram a maior queda do Ibovespa. Os papéis PNB recuaram 6,08% e as ações ON caíram 5,90%. A mudança na lei que permitirá a privatização da Eletrobras será proposta ao Congresso Nacional por meio de um projeto de lei e não mais de uma Medida Provisória, como vinha defendendo o Ministério das Minas e Energia. O receio dos investidores é que possa haver atrasos no processo de desestatização, já que os projetos de lei dependem de maior debate no Congresso Nacional.

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