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Bolsa recua e dólar passa de R$ 3,31; investidor monitora cena externa

O Ibovespa inverteu o movimento de alta no fim da manhã desta sexta-feira e passou a cair após a abertura das bolsas americanas. O índice, que chegou a subir 0,50% após a divulgação dos dados de empregos dos Estados Unidos, operava com baixa de 0,80% às 13h29, aos 73.230 pontos.


Em outubro, houve a criação de 261 mil postos de trabalho nos Estados Unidos. A expectativa de alguns analistas era de uma leitura de 310 mil novas vagas. O governo reviu, contudo, os resultados de agosto e setembro e a leitura mudou: o mercado de trabalho americano está mais forte, o que pesa a favor de mais altas de juros nos EUA. Percepção que pesa contra os mercados emergentes e explicou a piora dos ativos de risco, inclusive da bolsa brasileira.


De acordo com operadores, a ausência de investidores estrangeiros no mercado de ações brasileiro tem contribuído para que o Ibovespa não sustente um movimento de alta. Em outubro, os estrangeiros retiraram R$ 1,83 bilhão da bolsa. Essa foi a maior saída de recursos estrangeiros neste ano, só perdendo para o mês de março, quando os estrangeiros sacaram 3,3 bilhões. Apesar do resultado negativo de outubro, os estrangeiros já colocaram, no ano, R$ 12,87 bilhões na bolsa de valores.


A nomeação de Jerome Powell para a presidência do Federal Reserve (Fed, banco central americano) já era esperada pelos investidores e não mexeu na tendência de negócios da bolsa de valores. Powell deve manter a tendência gradual de elevação dos juros americanos como a sua antecessora Janet Yellen, que fica no cargo até 3 de fevereiro de 2018.


Os papéis da Eletrobras estavam entre as maiores quedas - as ações ON caíam 6,17% e os papéis PNB tinham baixa de 4,45%. O Diário Oficial publicou hoje a definição de regras de governança e transparência para a "adoção de regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais". A Eletrobras, que está perto de passar por um processo de desestatização, é uma companhia que se classifica nesta definição, assim como a Petrobras.


Câmbio


O dólar até ensaiou um movimento de queda em relação ao real, um dia depois de as incertezas sobre a sucessão no Fed terem sido encerradas. Mas, durante a manhã, a cotação voltou a subir com força, acompanhando a dinâmica global da moeda americana.


Às 13h37, o dólar comercial subia 1,86% para R$ 3,3252. Na máxima, chegou a tocar R$ 3,3347.No exterior, o dólar subia ante as principais emergentes.


O que explica essa piora de humor, mesmo depois da confirmação de Jerome Powell como novo presidente do Fed, é uma questão técnica, segundo profissionais. Depois de ampliarem muito exposição a ativos de risco e, diante do processo de normalização da política monetária americana e de outros grandes bancos centrais do mundo, investidores podem estar embolsando ganhos agora, à medida que o fim do ano se aproxima. "Muita gente prefere zerar logo para garantir resultado", explica um gestor.


Mesmo com a aposta de Powell será cauteloso na gestão dos juros, o mercado sabe que a alta da taxa e a redução gradual do balanço do Fed têm efeito sobre os ativos.


Juros


Os juros futuros de longo prazo voltaram a ser pressionados pelo ambiente internacional, que passa por um claro movimento de vendas, provocando a desvalorização de divisas emergentes e elevação do prêmio de risco dos juros. Segundo especialistas, trata-se de um movimento de correção técnica, após um período de ampliação de exposição a ativos emergentes.


Outro fator que tem pesado sobre o mercado de juros, notam operadores, é uma mudança da dinâmica local, que favorece investimentos em renda variável em detrimento da renda fixa.


Às 13h40, o DI janeiro/2019 era negociado a 7,32%, ante 7,27% no ajuste de quarta-feira; DI janeiro/2021 tinha taxa de 9,47% (9,26%); e DI janeiro/2023 subia a 10,22% (10,01% ontem).

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