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Ibovespa sobe com alta de commodities e sustenta os 74 mil pontos

A alta no preço das commodities beneficia as ações do setor e coloca o Ibovespa no terreno positivo. Às 15h40, o índice subia 0,30% aos 74.136 pontos e tinha giro financeiro de R$ 3,61 bilhões, projetando R$ 6,05 bilhões para o final do dia.


De acordo com operadores, a projeção indica um volume financeiro mais baixo do que dos últimos pregões por conta da mudança no horário de negociação das bolsas americanas. O mercado americano começou a funcionar às 12h30 e vai até às 19h. Como os investidores americanos têm grande participação na bolsa brasileira, a redução do horário de negociação faz com que o volume de negócios possa ficar mais baixo. As bolsas americanas operam em alta e contribuem para a valorização do Ibovespa. O S&P 500 subia 0,07%, o Nasdaq tinha alta de 0,17% e o Dow Jones ganhava 0,02%.


As ações ON da Vale subiam 2,03% e tinham o maior giro financeiro do Ibovespa, de R$ 589,03 milhões. O desempenho do papel segue a valorização do preço do minério de ferro, que subiu 5,81% em Qingdao, na China, para US$ 63,36 a tonelada. As demais ações das empresas de siderurgia também operavam em alta, com destaque para a Usiminas PNA, que subia 4,79%, maior alta do Ibovespa.


Os contratos futuros de petróleo Brent, com vencimento em janeiro, subiam 3,09% a US$ 63,97 o barril. Com isso, as ações PN da Petrobras subiam 1,89% e os papéis ON tinham alta de 1,69%. Outra notícia positiva para a estatal é a de que a Corte Federal dos Estados Unidos suspendeu o julgamento da "class action" até a apreciação de recurso da estatal. A Petrobras também promoveu uma série de renegociações de dívidas bancárias. A empresa pré-pagou US$ 1,28 bilhão, refinanciou mais US$ 1,6 bilhão e obteve um novo financiamento de US$ 300 milhões.


As ações da Eletrobras sobem recuperando parte das perdas do pregão anterior e impulsionadas pela expectativa de privatização da companhia. Outro destaque de alta era a ação ON da BB Seguridade, que ganha 3,12%. A empresa teve lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre, alta anual de 20,7%.


As ações do setor financeiro operam em baixa, com destaque para os papéis ON do Banco do Brasil, que caía 1,17%. As ações do banco estatal caem em meio à notícia divulgada pelo Valor de que o Tribunal de Contas da União (TCU) quer exigir de bancos públicos a devolução de repasses feitos pelo Tesouro Nacional. A Caixa Econômica, BB, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia podem ter de devolver R$ 39 bilhões.


As ações do setor de celulose também são destaques de baixa. A maior queda do dia está com o papel ON da Fibria, que recua 4,76%, os papéis PNA da Suzano Papel e Celulose tinham baixa de 4,18% e as ações da Klabin recuam 2,94%. Uma das explicações para a queda dos papéis é o recuo na cotação do dólar. O preço da moeda recua 0,82% para US$ 3,279. Além disso, os papéis do setor subiram no pregão de sexta-feira e podem estar passando por um ajuste de preços.

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