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Ibovespa sobe com Vale e BB Seguridade e dólar está abaixo de R$ 3,29

Em dia de bolsas no exterior com movimento positivo, o Ibovespa tenta sustentar nesta segunda-feira o patamar de 74 mil pontos, com Vale, Eletrobras e BB Seguridade colaborando para os ganhos do dia, enquanto a falta de novidades no cenário doméstico brasileiro e, mais especificamente, o Banco do Brasil (BB) pressionam o índice e limitam os ganhos.


Às 13h30, o Ibovespa subia 0,39%, aos 74.207 pontos, depois de tocar a máxima de 74.400 pontos e a mínima de 73.830 pontos por ora.


O destaque do dia estava com o movimento de Vale ON (+2,18%), depois que o minério de ferro avançou quase 6% no porto chinês de Qingdao. Em dia de petróleo renovando máximas em dois anos, Petrobras PN ganhava 1,18% e o papel ON avançava 0,96%.


O movimento é positivo também para as siderúrgicas, com destaque para Usiminas PNA (+4,19) e CSN (+2,51). Além delas, operavam com valorização Eletrobras ON (+3,20%) e Eletrobras PNB (+2,90%), ainda observando cada passo rumo à privatização da companhia.


Após publicar o balanço do terceiro trimestre, BB Seguridade (+3,26%) continua entre as principais altas do dia.A avaliação geral é que o balanço da companhia cumpriu as metas estabelecidas, em um momento de preocupação quanto ao resultado financeiro ? boa parte do lucro das seguradoras vem de operações financeiras realizadas com títulos públicos indexados à taxa básica de juros.


Na ponta negativa, porém, as ações do Banco do Brasil perdiam 1,14%, em meio a receios sobre a possível devolução de recursos ao Tesouro Nacional emprestados no passado a bancos públicos, conforme noticiou o Valor.


"É o tipo de informação que pode prejudicar bastante o banco, então vejo na notícia um impulso para sair do papel", afirma um operador.


Câmbio


Ao lado dos principais emergentes, a moeda brasileira registra um dos melhores desempenhos da sessão desta segunda-feira. O sinal vem com uma correção à forte alta do dólar na semana passada, mas não reduz o risco de que o câmbio local caminha para um novo patamar de negociação, mais depreciado.


Ajudadas pela valorização das commodities, as divisas emergentes figuram hoje nas primeiras colocações numa lista de 33 papéis globais.


O pano de fundo diz respeito às incertezas na política brasileira, incluindo a força do governo para avançar com a reforma da Previdência e a disputa eleitoral de 2018. O principal fator de reposicionamento é o exterior e o risco de um aperto monetário mais duro nos Estados Unidos. Mesmo com a expectativa de que será mantida a política gradualista do Federal Reserve (Fed, banco central americano) com a chegada de Jerome Powell para a presidência da instituição, a economia vem ganhando tração e a aceleração inflacionária pode vir em seguida.


Às 13h37, o dólar comercial caía 0,75%, cotado a R$ 3,2816, tendo recuado até R$ 3,2736 na mínima do dia.


O contrato futuro para dezembro, por sua vez, cedia 1,16%, a R$ 3,2885.


Juros


Com o ambiente externo mais ameno, os juros futuros operam em baixa desde o início dos negócios desta segunda-feira. O comportamento das taxas é atribuído em boa parte a uma correção, somado à alta das commodities, após a onda de venda de ativos de emergentes na semana passada.


O ajuste contribui para reduzir o prêmio embutido ao longo da curva dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs).Por outro lado, os vencimentos mais curtos dos DIs - que refletem as apostas para a política monetária - têm uma movimentação menor. O comportamento das taxas nesses trechos sinaliza expectativas ancoradas para o atual ciclo de corte da Selic. Hoje, inclusive, as projeções do Top 5 de médio prazo para a Selic no fim de 2018 caíram para 6,5%, ante 7% na leitura anterior.


Por volta das 13h40, o DI janeiro/2019 era negociado a 7,290% (7,300% no ajuste anterior).


Já o DI janeiro/2020 recuava a 8,480% (8,540% no ajuste anterior) e DI janeiro/2021 cedia a 9,290% (9,410% no ajuste anterior).

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