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Real anula perdas de sexta em sintonia com emergentes

O dólar sofreu nesta segunda-feira a maior queda desde os dias seguintes ao "evento JBS", em meados de maio. A moeda americana caiu 1,44%, a R$ 3,2587, mais do que devolvendo a alta de 1,28% da sessão passada. O movimento ocorreu ao sabor dos mercados externos, onde moedas que enfrentaram um "sell-off" na semana passada tiveram nesta segunda o melhor desempenho.


Recuperação?



Variação de moedas ante o dólar nesta segunda e na sexta-feira



Fonte: Valor PRO.


Observações: Variação das taxas de câmbio contra a sessão anterior.



Num sinal de que a dinâmica do câmbio global segue bastante relacionada às medidas de política monetária nos EUA, o dólar acelerou a queda à medida que os juros dos Treasuries a baixa.


Por volta de 13h45, o dólar era cotado a R$ 3,2861, enquanto o retorno do Treasury de dez anos estava em 2,333%. Às 17h, a taxa de câmbio estava em R$ 3,2587 (perto das mínimas do dia), depois de o "yield" do título americano ter deslizado para uma mínima de 2,314%.


A firme alta das commodities deu estímulo extra para as vendas de dólares. O índice CRB de commodities chegou a subir 1,70% na máxima, maior alta desde o fim de agosto e para o maior patamar desde meados de fevereiro.


No mercado, há avaliações tanto de que o dólar pode ter chegado a seu pico quanto de que a tendência ainda é de alta frente a divisas emergentes.


Um ponto a que bancos internacionais têm chamado atenção é a resistência das taxas dos Treasuries em patamares aquém dos alcançados semanas atrás. Na casa de 2,3%, o "yield" amplia a distância da marca de 2,4% considerada pelo BofA como teto de curto prazo. A leitura é que sucessivos fracassos nas tentativas de romper essa resistência poderiam deflagrar fechamento de posições compradas em dólar, o que enfraqueceria a moeda em todo o mundo.


Mas a possibilidade de os dados americanos continuarem surpreendendo positivamente e de o projeto de reforma fiscal nos EUA avançar também limitam estratégias mais positivas para emergentes. "O real não tem agora motivo para piorar mais que as outras moedas, mas vejo que os mercados estão migrando para um cenário de fortalecimento do dólar no mundo - e o Brasil não vai ficar de fora", diz Roberto Campos, estrategista sênior de câmbio da Absolute Investimentos. Ele projeta dólar de R$ 3,35 até o fim de 2017.

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