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Bolsa cai e dólar opera a R$ 3,27 com Previdência e exterior no foco

O Ibovespa operava em baixa nesta terã-feira, sem conseguir sustentar o patamar de 74 mil pontos do fechamento anterior. A apreensão dos investidores recai sobre a possibilidade de não aprovação da reforma da Previdência. Existe a possibilidade de que com a não aprovação das reformas, as agências de classificação de risco de crédito rebaixem a nota do país, o que dificulta os investimentos estrangeiros no país. Às 13h38, o Ibovespa cedia 2,19%, para 72.710 pontos.


Pela classificação das três principais agências de risco - Fitch Ratings, Moody's e Standard & Poor's - a nota do Brasil está na categoria especulativa, faltando quatro notas para cair para o risco alto de inadimplência. "O receio é de que com o atraso nas reformas o país caía para o nível de junk", diz Ari Santos, gerente de mesa Bovespa da H.Commor DTVM.


Há uma queda generalizada no preço das ações. As ações dos bancos e do setor de commodities registram as maiores baixas e, pelo peso que têm no índice, contribuem para a queda do Ibovespa. Entre os papéis dos bancos, a maior queda está com o Banco do Brasil, que recua 3,05%. As ações ON da Vale caem 0,93% e os papéis PN da Petrobras têm baixa de 1,49% e os ON caem 1,33%. O preço das commodities - minério de ferro e petróleo - também são negociadas em baixa no mercado internacional.


A maior queda do dia está com as ações da Smiles, que recuava 9%, um dia após divulgar seu balanço.


Na ponta oposta, a maior alta do dia está com a ação da Localiza, que subia 6,53% devido ao resultado financeiro do terceiro trimestre.


Outro destaque de alta eram os papéis da Eletrobras. As ações ON ganhavam 3,04% e os papéis PNB tinham alta de 2,21% com expectativas positivas sobre o processo de privatização da companhia.


De acordo com o texto publicado hoje, a "União poderá promover licitação da concessão de distribuição de energia elétrica associada à transferência de controle da pessoa jurídica prestadora do serviço sob controle direto ou indireto da União, de Estado, do Distrito Federal ou de município".


Câmbio


A alta do dólar perde força no começo da tarde desta terça-feira e a divisa americana já se aproxima da estabilidade. Ainda que o ambiente externo mantenha a moeda pressionada, a movimentação já não mostra tanto vigor quanto nas últimas sessões, sinalizando assim alguma acomodação da volatilidade no câmbio, pelo menos neste momento.


A amplitude das oscilações hoje é a menor dos últimos 15 dias. Entre a máxima e mínima registradas ao longo da sessão, o dólar percorreu o intervalo de R$ 0,023, ou 0,78 ponto percentual. Esta é menor diferença desde o dia 20 de outubro, quando a cotação ainda rondava níveis inferiores a R$ 3,20.


A direção do câmbio é atribuída, em grande parte, ao exterior. Os ativos globais ainda se ajustam à percepção de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) pode, de fato, executar o plano de uma nova elevação de juros neste ano e três movimentos em 2018.


Também há algum desconforto com novos ruídos políticos em torno da reforma da Previdência.


Às 13h33, o dólar comercial subia 0,53%, saindo a R$ 3,2760.O contrato futuro para dezembro, por sua vez, tinha elevação de 0,69%, a R$ 3,2825.


Juros


Os juros futuros desaceleram a alta e oscilam próximos da estabilidade no começo da tarde desta terça-feira. O movimento acompanha a amenização da subida do dólar, que está bastante atrelada ao cenário externo. O pano de fundo inclui os ajustes globais à percepção de que o Federal Reserve pode, de fato, executar o plano de uma nova elevação de juros neste ano e três movimentos em 2018.


O contexto doméstico brasileiro também traz sinais de alerta para a agenda de reformas.


Profissionais de mercado apontam que a posição dos agentes financeiros nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) já estaria um pouco mais leve, inibindo uma turbulência maior nos ativos.


Por volta das 13h35, o DI janeiro/2019 era negociado a 7,280% (7,290% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2020, a 8,480% (8,470% no ajuste anterior).


Já o DI janeiro/2021 avançava a 9,310% (9,280% no ajuste anterior).

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