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Dólar e juros futuros acentuam alta com exterior e cautela na política

Os ativos brasileiros voltam a operar sob pressão nesta terça-feira. Ao longo da manhã, a alta do dólar e dos juros futuros vem se intensificando diante um ambiente mais negativo para emergentes. Embora o movimento seja atribuído em boa parte ao exterior, profissionais de mercado também mostram desconforto com novos ruídos políticos em torno da reforma da Previdência.


Mais cedo, o real chegou a registrar o quarto pior desempenho dentre 33 divisas globais, se aproximando - em seu momento de maior fraqueza - das perdas de rublo russo, lira turca e rand sul-africano. Por volta das 11 horas, a divisa brasileira se acomodava no meio da tabela.


Nos juros futuros, o prêmio volta a subir no mercado de DI, como aponta o aumento da inclinação da curva de juros. A diferença entre os vencimentos de janeiro de 2023 e janeiro de 2019 subiu para 2,80 pontos percentuais, ante 2,72 pontos no fechamento do dia anterior. Apesar do impulso, o nível ainda é inferior ao registrado na sexta-feira passada, de 2,86 pontos.


O contexto brasileiro traz novos sinais alerta para a agenda de reformas. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já admite que há dificuldades para colocar o texto da reforma da Previdência em votação e o presidente Michel Temer aponta que a proposta pode sequer ser votada em seu governo. Ambos, entretanto, destacam a importância da medida e o esforço para outras iniciativas de cunho econômico.


A perspectiva de que a reforma da Previdência não seria aprovada neste ano já vinha sendo embutida nos preços dos ativos, de acordo com operadores. No entanto, isso não evita novo desgaste no mercado com a "decepção" trazida pelo noticiário.


Conforme a confiança na retomada da medida perde força, a disputa eleitoral de 2018 ganha relevância no cenário dos investidores. Isso porque deve ficar a cargo do novo governo de conduzir a mudança no sistema previdenciário. E por ora, tampouco há grandes novidades positivas para o mercado nesse fronte. A leitura de parte dos agentes financeiros neste momento é de que ainda há divisão entre os possíveis candidatos mais reformistas, abrindo espaço para nomes mais populistas.


Por volta das 11h33, o dólar comercial subia 0,19%, a R$ 3,2640, com máxima em R$ 3,2840.


O contrato futuro para dezembro, por sua vez, tinha elevação de 0,64%, a R$ 3,2810.


Nos juros futuros, o DI janeiro/2020, a 8,480% (8,470% no ajuste anterior). ODI janeiro/2021 avançava a 9,320% (9,280% no ajuste anterior).Já o DI janeiro/2019 era negociado a 7,270% (7,290% no ajuste anterior).

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