Inflação da baixa renda volta a subir em outubro, aponta FGV

A inflação percebida por famílias de baixa renda voltou a subir em outubro, após dois meses de queda. O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) avançou 0,42% no mês passado e acumula alta de 1,89% no ano e 2,14% em 12 meses.

O indicador, que mede a variação de preços para famílias com até 2,5 salários mínimos, também ficou acima do IPC-BR (renda familiar de até 10 salários), que subiu 0,33% em outubro. Em agosto e setembro, o IPC-C1 caiu 0,13% e 0,25%, respectivamente.

Segundo a Fundação Getulio Vargas, cinco das oito classes de despesa do IPC-C1 pressionaram a inflação em outubro. Os grupos habitação (-0,33% para 1,06%), e alimentação (-0,77% para 0,31%) deixaram o terreno negativo para subir no mês, puxados pelos custos com tarifa de eletricidade residencial (-2,72% para 4,16%) e hortaliças e legumes (-7,88% para 11,04%). A inflação também avançou nos segmentos de saúde e cuidados pessoais (0,03% para 0,21%), comunicação (-0,05% para 0,60%) e despesas diversas (0,27% para 0,49%).

A alta do indicador só não foi mais intensa por conta da deflação no grupo de transportes (0,18% para -0,20%), impulsionada pela queda no preço da gasolina (de 2,95% para -0,01%), e de educação, leitura e recreação (0,37% para -0,08%), no qual influenciou a queda de 12,51% para -9,42% das passagens aéreas. Também contribuiu nesse sentido o conjunto de vestuário (0,63% para 0,07%).

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