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Lucro trimestral da Votorantim mais do que triplica

Beneficiada pela recuperação dos preços dos metais no mercado internacional, principalmente zinco e alumínio, e pelos preços de energia elétrica no mercado brasileiro, a Votorantim S.A. obteve lucro líquido de R$ 519 milhões no terceiro trimestre. O resultado registrou aumento de 248% ante o valor alcançado um ano atrás, de R$ 149 milhões, conforme demonstrações financeiras divulgadas nesta segunda-feira (13) pela companhia.


O senão do balanço do conglomerado da família Ermírio de Moraes ficou por conta do negócio de cimento, a cargo da Votorantim Cimentos, que reportou prejuízo de R$ 316 milhões entre julho e setembro. A empresa sofreu impacto da retração de quase 5% nas vendas de cimento no mercado brasileiro no período, além do recuo nos preços do produto. No exterior, as operações de América do Norte mostraram uma recuperação próxima de 2%.


Segundo a companhia, os preços do zinco e do alumínio, negócios tocados respectivamente pela Nexa Resources (ex-Votorantim Metais) e por Cia. Brasileira do Alumínio (CBA), apresentaram expressivos aumentos entre um ano atrás e o trimestre passado. O zinco, de 31%, para US$ 2,96 mil a tonelada e o alumínio, de 24%, para US$ 2,012 a tonelada (valor médio das cotações na Bolsa de Metais de Londres, a LME).


A CBA se beneficiou ainda da venda de energia excedente no mercado livre. A empresa é uma grande geradora de energia e vende o volume que não utiliza em suas operações de produção de alumínio.


Além do impacto positivo no resultado das duas commodities metálicas e de zinco, a companhia foi favorecida pela melhor contribuição da equivalência patrimonial da Fibria (fabricante de celulose), da Citrosuco (suco de laranja) e do Banco Votorantim. Nessas empresas detém, respectivamente, 29,2%, 50% e 50% de participações acionárias.


Os resultados dos negócios de celulose, suco de laranja e financeiro, avaliou João Miranda, presidente da Votorantim S.A., em comunicado da companhia, "contribuiram positivamente para o lucro líquido consolidado" da companhia. Para o executivo, isso reforça a importância da diversificação do portfólio de negócios do grupo.


A receita líquida da Votorantim S.A. teve alta de 12% no trimestre, comparado com um ano atrás, para R$ 7,5 bilhões, informou a empresa. Nesse valor foram considerados os desempenhos da Votorantim Cimentos, Nexa, CBA e Votorantim Siderurgia (Argentina e Colômbia). A divisão de aço do Brasil está desconsiderada desde o primeiro trimestre, quando foi vendida para ArcelorMittal.


O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado foi de R$ 1,31 bilhão, com 1% de alta ante R$ 1,29 bilhão do mesmo trimestre de 2016. A margem, todavia, recuou dois pontos percentuais, para 17%, na mesma base de comparação. Se ela sofreu efeito positivo do aumento das commodities de um lado, negativamente foi impactada pelo resultado ruim da área de cimento e por um efeito não recorrente.


No trimestre, o grupo investiu R$ 674 milhões, 5% abaixo que mesmo período um ano atrás. Os recursos alocados em expansões e novos projetos representaram 62% do total. Dessa participação, a maior parte foi destinada ao projeto de energia eólica no Piauí, que será concluído no próximo mês apto a gerar 206 megawatts (MW). O restante para a expansão da vida útil de uma mina de zinco da Nexa em Minas Gerais e da fábrica de cimento de Charlevoix, nos Estados Unidos.


A Votorantim encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 15,9 bilhões, aumento de 8% na comparação com fim de dezembro de 2016 e estabilidade frente ao fim de junho. Isso levou a alavancagem financeira da companhia (dívida líquida sobre Ebitda) para 3,85 vezes ? aumento de 0,44 ponto percentual, mas também estável em relação a 30 de junho.

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