Perdas da Magnesita avançam no terceiro trimestre

(Atualizada às 10h25) A Magnesita Refratários registrou prejuízo líquido de R$ 22,964 milhões no terceiro trimestre de 2017, uma alta de 34% ante as perdas de R$ 17,054 milhões no mesmo período do ano passado, segundo demonstração financeira consolidada enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).


Em seu release de resultados trimestrais, a Magnesita informa seus números apenas em dólar, já que desde 2008 possui uma parcela significativa de suas receitas, custos e despesas em moedas estrangeiras. Assim, convertido para a moeda americana, o prejuízo foi de US$ 7,2 milhões, um avanço de 38%.


O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de US$ 36,8 milhões, um avanço anual de 17,6%. A margem Ebitda passou de 13,1% para 12,7%.


De julho a setembro de 2017, a receita líquida totalizou US$ 289,1 milhões, o que representa um crescimento de 21,1%.


Segundo o relatório de demonstrações financeiras, o prejuízo totalizou US$ 44 milhões no período de nove meses encerrado em setembro, comparado a um lucro de US$ 40,1 milhões em igual intervalo do ano passado. A variação, segundo a empresa, decorreu de baixas contábeis (impairment) com a venda do negócio Oberhausen, além das despesas relativas a variações cambiais.


Mineração


A Magnesita Mineração, controlada da Magnesita Refratários, registrou lucro líquido de R$ 48,7 milhões no terceiro trimestre de 2017, ante um prejuízo de R$ 2,979 milhões no mesmo período do ano passado.


No acumulado de janeiro a setembro de 2017, a empresa teve um lucro de R$ 44,8 milhões, ante perdas de R$ 11,4 milhões em igual intervalo de 2016. Segundo o informe de resultados, o lucro decorreu da melhora operacional, queda nas despesas financeiras em 2017 e da redução da linha "outras despesas operacionais", relacionadas principalmente a deságio de ICMS e provisões em 2016.


No terceiro trimestre de 2017, a receita de venda de bens ou serviços somou R$ 204,9 milhões, um crescimento anual de 56%. Em nove meses, a receita subiu 18,3%, para R$ 466,7 milhões.


As despesas com vendas tiveram uma queda de 0,4% do terceiro trimestre de 2016 para 2017, para R$ 13,5 milhões, e recuaram 11,3% no acumulado de janeiro a setembro, para R$ 33,3 milhões.


Já as despesas gerais e administrativas caíram 32% do terceiro trimestre de 2016 para 2017, para R$ 3,7 milhões, e apresentaram uma queda acumulada em nove meses de 28,6%, para R$ 11,7 milhões.


A Magnesita Mineração teve a abertura de capital aprovada pela CVM no fim de julho de 2017 para a categoria B, com o objetivo de emitir dívidas.


A controladora Magnesita Refratários faz parte do grupo austríaco RHI desde outubro do ano passado. AMagnesita Refratáriose a Magnesita Mineração decidiram unir seus ativos e criar uma gigante global com receita de US$ 2,8 bilhões em 2016, onde a brasileira representa US$ 1 bilhão.

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