Juros futuros recuam, influenciados por resultado do IPCA-15

As taxas de juros chegaram ao fim da tarde desta quinta-feira em queda na BM&F. O movimento foi ainda mais intenso nos contratos curtos - mais correlacionados à política monetária -, após o IPCA-15 de novembro ter surpreendido para baixo.


A diferença entre os DIs janeiro/2019 e janeiro/2018 - uma medida das expectativas do mercado para a evolução dos juros ao longo de 2018 - caiu a 3,5 pontos-base, menor patamar desde os -2,2 pontos-base de 25 de outubro.A título de comparação, em 26 de outubro esse spread bateu uma máxima de 14,5 pontos-base.


O IPCA-15 - que difere do IPCA apenas pelo período de coleta - surpreendeu ao desacelerar de 0,34% em outubro para 0,32% em novembro. Em 12 meses, o IPCA-15 sobe 2,77%, contra esperados 2,85%. Alimentos e serviços ajudaram a compor a leitura mais baixa que a prevista.


Embora as taxas dos contratos de DIs mais curtos tenham caído mais - indicando mais chances de corte além de 0,50 ponto percentual da Selic em dezembro -, analistas ainda se prendem à expectativa de taxa básica a 7% ao fim deste ano. "Embora a deflação dos alimentos tenha continuado, achamos que isso é temporário", diz Edward Glossop, economista da Capital Economics para a América Latina, que segue com previsão de Selic a 7% ao fim de 2017 e de 2018.


O UBS acredita que os preços dos alimentos e de administrados podem trazer "incerteza adicional". Por isso, o banco revisou de 3,7% para 4,0% sua estimativa de IPCA fechado de 2018. O UBS estima Selic de 7% ao término de 2017 e de 2018.


As taxas de juros também recuaram na BM&F em meio a especulações sobre a reforma da Previdência.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2018 - um dos mais negociados hoje e que reflete apostas para a decisão do Copom de dezembro - caía a 7,085% ao ano, frente a 7,103% do ajuste de ontem.Mais de 216 mil contratos já foram negociados para esse vencimento, o que coloca o DI a caminho do maior giro diário desde 27 de outubro.


O DI janeiro/2019 ía a 7,120% (7,190% no ajuste anterior).O DI janeiro/2020 recuava a 8,340% (8,430% no ajuste anterior).O DI janeiro/2021 cedia a 9,180% (9,250% no ajuste anterior).E o DI janeiro/2023 tinha queda a 9,980% (10,030% no ajuste anterior).

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